Direto de Brasília Abnor Gondim Correspondente em Brasília
19/04/2017 - 20h46

Estatais podem congelar salários

Cresce no governo a ideia de barrar este ano reajustes salariais nas estatais, especialmente na Petrobras e nos Correios, em razão de corrupção, desinvestimentos e prejuízos

Correios: ameaça de demissões
Correios: ameaça de demissões
Foto: Estadão Conteúdo

O ministro do Planejamento, Dyogo de Oliveira, recebeu do presidente Michel Temer a missão de estudar um exposição de motivos para o governo editar uma medida provisória congelando os salários dos servidores das estatais.

 

Um dos argumentos será mostrar que, durante os governos petistas, as estatais foram generosas com os reajustes salariais e gratificações, ao mesmo tempo em que acobertavam queda nas receitas  e esquemas de corrupção.

 

A ideia do governo é desconstruir os movimentos sindicalistas erguidos com fortes estruturas bancadas pelas contribuições compulsórias que alimentam os movimentos dos trabalhadores ligados ao PT.

 

Um dos alvos é minar os grupos petistas ligados aos trabalhadores da Petrobras, que teve sérios prejuízos e desinvestimentos; e do sistema das concessionárias estatais de energia. Os servidores dos Correios podem sofrer até redução salarial, sem evitar demisssões , depois de a estatal amargar R$ 4 bilhões de saldo negativo em em dois anos.

 

Por isso, o Planalto hesita em pedir ao relator da reforma trabalhista, deputado Rogério Marinho, a retirada da proposta que acaba com a contribuição sindical compulsória. A reivindicação para manter o tributo é do presidente da Força Sindical, deputado Paulo Pereira da Silva (SP).

 

Há pressões também da base aliada no Congresso que tem parlamentares responsáveis pela indicação de apadrinhados nos cargos de direção das estatais.

 

CondeMoroção

 

O mais ativos dos uízes da Operação Lava Jato, o juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federa de Curitiba, virou a celebridade mais cortejada em cerimônia em que recebeu nesta quarta-feira (19) uma medalha da Ordem do Mérito Militar, honraria máxima do Exército.

 

Sem constrangimento e com sorriso, ele recebeu os cumprimentos do presidente Michel Temer, no quartel general do Exército mem Brasília. Citado juntamente com oito de seus ministros sob investigação da Lava Jato, o peemedebista limitou a cumprimentar rapidamente o magistrado, mantendo-se a distancia do homenageado.

 

Temer ainda teve que ouvir críticas aos corruptos por parte do comandante do Exército, Eduardo Dias da Costa Villas Bôas. Segundo o general, o país está sob "aguda crise moral" e assiste a "incontáveis escândalos de corrupção".

 
Autoridade para votar abuso


O presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), Edison Lobão (PMDB-MA), marcou a votação do projeto que atualiza a lei do abuso de autoridade para próxima quarta-feira, dia 26. Ele disse que não vai mais admitir "obstrução, nem nenhum outro tipo de chicana regimental" para protelar a apreciação do texto.

 

A leitura do relatório na CCJ, nesta quarta-feira, 19, durou mais de duas horas. Como já era previsto, o relator da proposta, senador Roberto Requião (PMDB-PR), rejeitou o projeto de autoria do líder do PMDB, Renan Calheiros (AL), e apresentou um substitutivo baseado na proposta alternativa do procurador-geral da República, Rodrigo Janot, com diversas alterações.


Fundos x juros

 

O presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), se comprometeu a promover uma reunião entre a bancada do Nordeste e o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, para discutir a revisão dos juros dos fundos constitucionais do Nordeste (FNE), Centro-Oeste (FCO) e Norte (FNO). Eunício acredita que "nenhum projeto de desenvolvimento de médio e longo prazos vai resistir à taxa de juros absurda que hoje é cobrada pelos fundos constitucionais".

 

Eunício declarou que já conversou sobre o assunto com Meirelles, com o presidente Michel Temer e com os ministros Dyogo Oliveira (Planejamento) e Helder Barbalho (Integração). "Chegou a hora de fazermos esse encontro. Eu me comprometo a convidar a todos para um café da manhã, ou um almoço, ou um jantar, que caiba na agenda de todos nós, para tratarmos desse assunto importante, para ajudarmos o Brasil a sair o mais rapidamente dessa crise em que nos encontramos hoje", afirmou


Infiéis

 

O vice-líder do governo na Câmara dos Deputados Darcísio Perondi (PMDB-RS) defendeu que haja uma linha dura com os aliados infiéis. "Sobre partidos que não votarem conosco, os ministros vão ter que entregar os cargos", afirmou ele, um dia após a derrota do governo na tentativa de aprovar urgência para a votação da reforma trabalhista. Depois de o governo ter virado o jogo, nesta quarta-feira, e aprovado a urgência, Perondi apenas comemorou.


Perondi está otimista, contudo, para a votação da reforma da Previdência,  adiada para o início de maio, só chegará ao plenário da Casa no mês que vem. "Os ministros estão trabalhando, o presidente Temer está trabalhando e o relator Arthur Maia (PPS-BA) ouviu todas as bancadas para atender todos os pleitos possível", completou.

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