- Interlocutores do governo no Congresso tentam convencer o relator da Reforma da Previdência, deputado Arthur Maia (SD-BA), a estabelecer um prazo de transição de três anos para eliminar as isenções das entidades filantrópicas e assistenciais, especialmente na área hospitalar, mas também as organizações educacionais e religiosas. Em 2015, a renúncia previdenciária das filantrópicas foi de R$ 10,7 bilhões. Muito longe de cobrir o rombo do setor, que é estimado em R$ 180 bilhões até o final deste ano. No total, as renúncias somaram R$ 43,4 bilhões no ano passado, segundo estimativas do governo.

Outro alvo em análise pelo relator são os estímulos às micro e pequenas empresas optantes pelo Simples Nacional. Em contraposição, o governo argumenta que esses incentivos seguem preceito constitucional que estabelece tratamento diferenciado para o segmento.

O argumento é similar ao usado contra o aumento da contribuição previdenciária dos 6,5 milhões de microempreendedores individuais (MEIs). Em especial, a intenção do Palácio do Planalto é pelo menos dosar os efeitos de tal medida para a faixa de menor renda empresarial. É que eles podem pagar apenas 5% do salário mínimo para a Previdência, enquanto a alíquota dos trabalhadores é de 11%.