Direto de Brasília Abnor Gondim Correspondente em Brasília
15/03/2017 - 20h35 | Atualizado em 15/03/2017 - 20h48

Governo reage a Wagner Moura em vídeo sobre a Reforma da Previdência

Gravação oficial aponta que o ator foi contratado por movimento social, mas ele diz que participou voluntariamente por entender que o projeto prejudica os trabalhadores

Wagner Moura narrou vídeo contra a Reforma da Previdência
Wagner Moura narrou vídeo contra a Reforma da Previdência
Foto: Stefanie Loos / Reuters

O governou disponibilizou vídeo sobre a Reforma da Previdência nas redes sociais em que critica outro vídeo acerca do mesmo tema narrado pelo ator Wagner Moura que foi produzido pelo Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), em parceria com a Mídia Ninja.

 "Tem muita gente por aí tentando enganar você", avisa o vídeo do governo. "O MTST contratou um ator para inventar uma ficção sobre a Reforma da Previdência", diz a introdução do filme.

Em resposta, de acordo com o site Poder360, a assessoria de Moura informa que o ator não recebeu pela narração.

 "Wagner participou voluntariamente da mobilização, pois, ao contrário do que diz o vídeo do governo, acredita que essa reforma representa mais um enorme prejuízo aos direitos dos trabalhadores brasileiros", explica nota distribuída pela assessoria de Moura.

Veja e compare os vídeos:
Governo
https://www.youtube.com/watch?v=xvFSP1pAPC8

MTST/Mídia Ninja
https://www.youtube.com/watch?v=qJ3LFxGzA48

Câmara estica prazo de emendas à Previdência

Sob forte pressão de parlamentares da base e da oposição, o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ) anunciou agora à noite que esticou para sexta-feira o prazo de entrega de emendas à Reforma da Previdência.

De acordo com a Câmara, até ontem (prazo anterior), foram apresentadas 146 emendas; destas, 44 não começaram a tramitar por haver divergência nas assinaturas. A maior parte das emendas está relacionada a pontos específicos como benefícios assistenciais, professores, trabalhadores rurais, policiais, servidores públicos e mulheres. 

Juízes demonizados

Uma emenda apresentada pelo deputado Lincoln Portela (PRB-MG) busca retirar juízes e integrantes do Ministério Público das novas regras. De acordo com o parlamentar, eles estão sendo alvo de um processo de "demonização" e devem ter seu trabalho preservado.

Normalidade vazia

No Senado e na Câmara, os parlamentares tentam imprimir normalidade em seu comportamento após o pedido de abertura de 83 inquéritos, feito pelo procurador-geral da República, Rodrigo Janot ao Supremo Tribunal Federal (STF). Mas a quarta-feira terminou mais cedo do que é tradicional. Em comum, todos falaram que vão colaborar com a Justiça.

Caixa 2 do bem e do mal

Nos novos pedidos de abertura de inquérito contra políticos ao Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, busca diferenciar as práticas de doação eleitoral. Ele tenta separar o que políticos alegam ser caixa dois do "bem" dos chamados caixas um ou dois do "mal".

O primeiro trata de doação não declarada e sem contrapartida ilícita. Já os outros modelos, na visão de investigadores, envolveriam dinheiro declarado ou não, mas atrelado a uma vantagem indevida.

Para o chamado caixa dois do "bem", a acusação se daria com base no código eleitoral, com punições mais brandas, como defendem os políticos.

Nas doações do "mal" seria aplicado o código penal, com acusação por corrupção passiva, com penas de reclusão maiores.

No caso de o ministro Edson Fachin, relator da Lava Jato, autorizar os inquéritos, caberá à equipe de Janot e à Polícia Federal investigar o motivo dos repasses informados pelos delatores. O desafio será provar o motivo pelo qual o dinheiro foi entregue.

A procuradoria avalia que as colaborações da Odebrecht apontam, na maioria dos casos, a razão que levou o grupo a ajudar partidos e candidatos.

Filho sem pai

Mesmo empenhados em encontrar uma saída para aprovar a anistia ao caixa 2, parlamentares ainda resistem em assumir a paternidade de um projeto sobre o polêmico tema. Durante reunião de líderes, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), foi questionado se colocaria em votação proposta com esse conteúdo e respondeu de forma pouco objetiva, dizendo que não o fará nas próximas duas semanas e que seria preciso perguntar ao relator da Reforma Política, Vicente Cândido (PT-SP) a respeito.

"Qualquer tema pode ser pautado, não tenho objeção a nenhum tema, contanto que ele seja feito com nome, sobrenome e endereço fixo. Eu acho que essa é a questão que falta neste debate", disse.

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