Economia
27/07/2012 - 14h49 | Atualizado em 27/07/2012 - 15h04

Senadora confirma que prorrogação de incentivos depende da manutenção de empregos

BRASÍLIA - Segundo Kátia Abreu, não foram tratados na reunião casos específicos, como as demissões que podem ocorrer na GM

Agência Brasil

Senadora confirma que prorrogação de incentivos depende da manutenção de empregos no setor
Senadora confirma que prorrogação de incentivos depende da manutenção de empregos no setor / Foto: Reprodução Internet

BRASÍLIA – O governo quer condicionar a prorrogação dos incentivos dados à indústria automobilística à manutenção dos empregos. A informação foi dada pela presidente da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), após reunião com o ministro da Fazenda interino, Nelson Barbosa, e o presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Flávio Meneghetti.

“Eles estão negociando. Ante a crise, a tendência seria naturalmente prorrogar, negociar os benefícios, mas o governo quer aguardar essas questões e o compromisso formal do setor de que não haverá demissões”, disse a senadora. Segundo ela, o ministro Nelson Barbosa deixou muito claro que essa condicionante (manter os empregos) precisa ser atendida. “Os incentivos, sim. O desemprego, não.”

Já Meneghetti afirmou que as montadoras vão entender que este é um momento em que todos terão de reunir esforços para manter a economia aquecida e, por isso, terão de rever as posições. “Eu sou otimista, acredito que tanto o governo quanto a Anfavea [Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores] e a Fenabrave, todos estamos unidos para criar uma agenda positiva”. Ele ressaltou que, como essa política está dando resultado, não quer pensar em aspectos negativo. “Eu só quero acreditar que isso [incentivos] será mantido”, disse Menghetti.

De acordo com a senadora Kátia Abreu, não foram tratados na reunião casos específicos, como as demissões que podem ocorrer na General Motors (GM), devido à desativação de uma das unidades da montadoras, em São José dos Campos (SP).

Hoje cedo, em Londres, a presidente Dilma Rousseff cobrou dos empresários contrapartida, como a garantia de empregos, em resposta à decisão do governo de reduzir o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os automóveis e desonerar os eletrodomésticos da linha branca e móveis. A presidente informou que o governo faz estudos para promover uma série de desonerações, mas não detalhou o levantamento.

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