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05/06/2017 - 14h07 | Atualizado em 05/06/2017 - 15h37

Correios miram plano de saúde dos empregados para voltar ao azul, diz presidente

Segundo Guilherme Campos, os gastos com plano de saúde dos empregados responderam por R$1,8 bilhão dos R$ 2 bilhões de prejuízo da empresa em 2016

Guilherme Campos, presidente dos Correios
Guilherme Campos, presidente dos Correios
Foto: Câmara dos Deputados

RIO DE JANEIRO - A direção dos Correios está empenhada em reduzir custos do plano de saúde dos empregados como principal meio de voltar ao azul, após prejuízos nos últimos anos, disse nesta segunda-feira o presidente da estatal de serviço posta, Guilherme Campos.

Segundo o executivo, gastos com o plano de saúde dos empregados responderam por 1,6 bilhão de reais do prejuízo de 2,1 bilhões de reais da companhia em 2015. Já no ano passado, o plano de saúde respondeu por 1,8 bilhão de cerca de 2 bilhões de reais de prejuízo.

"Nosso objetivo esse ano é fechar o azul e o maior desafio é o plano de saúde dos funcionários dos Correios", disse Campos.

Em abril, o ministro da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações, Gilberto Kassab, já havia alertado que medidas duras de redução de custos, especialmente no plano de assistência médica dos empregados, seriam necessárias para tentar melhorar a situação financeira da empresa.

"Desde 2016 houve um travamento do orçamento da ordem de 1,5 bilhão de reais, corte de funções de valores acrescidos nos salários, temos um programa de demissão incentivada reaberto com mais de 7 mil inscritos e um profundo enxugamento na estrutura diminuindo níveis hierárquicos", disse Campos.

A privatização dos Correios é a última hipótese estudada pelo governo e só acontecerá caso medidas como redução de custos e de cargos não sejam suficientes, disse o executivo.

"O plano de redução de custos ainda tem sido insuficiente e a privatização seria o último estágio quando nada mais der certo", afirmou Guilherme Campos a jornalistas.

Em busca de modernização e de maior competitividade, os Correios entraram no ramo de telefonia móvel pré-paga. Outra aposta da empresa é fortalecer o serviço de encomendas e o executivo pretende aproveitar a presença em todos os municípios do país para avançar no segmento.

(Por Rodrigo Viga Gaier)

Reuters

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