São Paulo - Em 2014, as despesas assistenciais continuaram crescendo em ritmo mais acelerado que as receitas do setor de saúde suplementar, segundo análise da Federação Nacional de Saúde Suplementar (FenaSaúde), com base nos dados da Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS).

De dezembro de 2013 a dezembro de 2014, as despesas cresceram 18,8%, totalizando R$ 108,8 bilhões. Enquanto as receitas de contraprestações tiveram alta de 15,6%, somando R$ 130,4 bilhões.

De acordo com a Fenasaúde, o crescimento das despesas se deve, em parte, ao aumento de 2,5% do número de beneficiários e a inflação geral de preços do período, de 6,4% (medida pelo IPCA). Assim, descontados o aumento de beneficiários e a inflação geral de preços essa taxa de crescimento real per capita é muito elevada não se sustenta.

Sinistralidade

Em 2014, a taxa de sinistralidade (equação entre despesas e receitas) nas modalidades de assistência médica (cooperativa médica, medicina de grupo e seguradora especializada em saúde) foi de 84,2%, com aumento de 2,4 pontos percentuais (p.p), na comparação com 2013. No mercado, considerando todas as modalidades de planos médicos e odontológicos, a taxa foi de 83,4%, com expansão de 2,1 p.p, na mesma base de comparação.

Nos últimos anos, o mercado de saúde suplementar constituiu mais de R$ 27,9 bilhões em provisões técnicas (lastro financeiro que formam as garantias para os riscos assumidos pelas operadoras). Nos últimos três anos, calculados até dezembro de 2014, foram provisionados R$ 9,3 bilhões, com expansão de 45,2% ante 2011.

Das 1.156 operadoras ativas que divulgaram o resultado do patrimônio líquido no quarto trimestre de 2014, 79 tiveram resultado negativo, o que representa 6,8% do mercado. Destas, 55 operadoras já haviam apresentado patrimônio líquido negativo também no terceiro trimestre do ano.

Em dezembro de 2014, o mercado de Saúde Suplementar alcançou 72,2 milhões de beneficiários.