SÃO PAULO - Receoso em deixar sua filha pequena sozinha na praia enquanto procurava um quiosque para beber e comer, Leonardo Soares decidiu criar o aplicativo SmartBeach. Trata-se de um marketplace voltado para regiões litorâneas do Rio de Janeiro.



A ideia, que surgiu em 2014 e foi amadurecendo com pesquisas de mercado, começou a ser desenvolvida por Soares e seus sócios, Allan Miranda e Rodrigo Vinícius. O negócio começou com capital dos próprios fundadores.



O sistema atualmente tem cerca de 2 mil usuários e conecta vendedores de bens e serviços à banhistas. "Nosso plano é consolidar a operação no Rio de Janeiro, através da ampliação da base de parceiros e clientes, com foco em expandir para outras praias e regiões do Brasil em 2018", diz Soares.



A plataforma on-line possibilita a colaboração entre os usuários por meio da publicação de alertas. Os avisos são sobre problemas de correnteza do mar, questões de segurança, qualidades da água e areia e acessibilidade para deficientes físicos.



Para monetizar, o aplicativo cobra um percentual sobre as transações realizadas dentro do sistema e também conta com taxas para marketing. A porcentagem que recai sobre as operações não foi divulgada.



Para o consultor do Sebrae-SP Fabiano Nagamatsu, mesmo com a crise, o turismo do Rio de Janeiro é importante para aplicativos com este tipo de proposta.



"Aplicativos voltados para o marketplace têm facilidades em termos de segurança e comodidade", diz Nagamatsu. O consultor também destaca a facilidade das transações serem feitas dentro do sistema, dispensando a necessidade de dinheiro vivo.



O aplicativo está disponível para download nos sistemas iOS e Android. A empresa não divulgou o faturamento.