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18/04/2017 - 08h00 | Atualizado em 18/04/2017 - 08h13

Rede de microfranquias passa roupas de clientes e entrega em casa

Mania de Passar consegue fazer entrega de até 80 peças em dois dias

Claudio Ramos, fundador da Mania de Passar
Claudio Ramos, fundador da Mania de Passar
Foto: Divulgação

SÃO PAULO - Diferente das lavanderias tradicionais, a Mania de Passar é uma rede de microfranquias ultraespecializada em passar roupas e entregá-las já dobradas. em casa ou no escritório dos clientes. A empresa oiferece planos de 20 a 80 peças e entrega cada pedido em até dois dias.  

A rede atua desde março de 2016, mas começou a aparecer mais neste ano. A ideia surgiu a partir de um problema pessoal do fundador, Claudio Ramos, que percebeu que passar roupa não é tão simples como se imagina, principalmente para alguém não acostumado a fazer essa atividade.

Para se tornar um franqueado da Mania de Passar, o interessado precisa de no mínimo R$ 7.500,00 para a taxa de franquia e de R$ 2.500,00 para investimento em equipamentos.

Apesar de muito nova, a rede já conta com 17 unidades, sendo que 12 estão em fase de construção e cinco já estão em funcionamento. Destas, uma fica na capital paulista, outras duas na Grande São Paulo (em Guarulhos e Suzano), uma em Jaraguá do Sul (SC) e outra em Maceió (AL). A empresa é acelerada pela Porto Seguro e também pela Plug and Play.

O fundador conta que já trabalhou no Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae)  e utilizou o conhecimento em empreendedorismo para construir seu negócio. Entretanto, diz que foi difícil no começo entrar em um mercado não consolidado. Ramos considera que seus principais concorrentes são as lavanderias e as diaristas, apesar de não atuarem diretamente no mesmo segmento.

Para ele, o fato de o negócio operar como microfranquia, com investimento baixo, e o processo de aceleração ajudaram na evolução rápida da rede.

A empresa procura manter um padrão de passar e dobrar todas as roupas. "O bom de minha companhia é que há um treinamento específico, tanto para aqueles que já sabem passar, quanto para os que não sabem. Consigo gerar empregos para pessoas que não necessariamente tenham experiência na área", diz.

A rede trabalha com pequenas unidades, cada uma com capacidade para atender a demanda de cerca de 40 clientes. O raio de ação difere de uma região para outra. Em São Paulo, a unidade atua numa área de 1,5 km, enquanto em Jaraguá do Sul atende pontos a até 5 km. As decisões de onde instalar cada unidade são tomadas a partir de estudos demográficos.

Na opinião do especialista em empreendedorismo Fabio Ennor Fernandes, do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (FGV Cenn),  a empresa está seguindo no caminho certo, visto que o nicho de atuação é pequeno, simples e prático. Fernandes avalia que, em até dois anos, a companhia começará a gerar lucro considerável. "O trabalho em grande quantidade de pequenas unidades é o caminho mais correto para esta empresa, na minha visão. Acredito que o maior desafio é o de ganhar escala e garantir a qualidade ao mesmo tempo", diz.

O fundador estima que a rede alcançará neste ano um faturamento de R$ 500 mil.

Guilherme Souza

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