SÃO PAULO

Empresas que atuam com a venda de produtos perecíveis começam a olhar com mais critério para o comércio eletrônico (e-commerce). À frente disso está a rede de franquias Espetinhos Mimi, que entra com vendas on-line e sai na frente da concorrência.

De acordo com o presidente do Grupo, Fausto Borba, a área de perecíveis é um mercado que está se adaptando ao comércio eletrônico e o País está defasado quando comparado aos países desenvolvidos neste segmento. "Ainda assim a Mimi acaba de lançar a venda de produtos no e-commerce, por ter desenvolvido uma estratégia diferenciada de entrega. A modalidade de operação esta sendo pioneira no segmento e acreditamos que será uma nova maneira de vender churrasco no Brasil", estimou ele.

O empresário analisa que para entrar na área de e-commerce no segmento de alimentação, qualquer empresa deve demandar atenção extra. "Deve ter uma marca forte que já tenha estabelecido uma relação de confiança com o consumidor. Para um e-commerce bem-sucedido não dependemos de uma grande empresa mas sim de uma boa definição da sua região de atuação".

Na opinião de Borba, a modalidade de negócio estabelece uma praticidade singular para o consumidor, que a partir da confiança estabelecida pela primeira compra em contra partida de um bom serviço prestado, fideliza a relação comercial. "Na Europa, onde temos um mercado em crise, o e-commerce de alimentação representa de 30% a 60% do crescimento deste segmento. No Brasil, acredito que existe um nicho de clientes que querem a praticidade de poder comprar alimentos sem sair de casa. Para consolidar esta relação vai depender da habilidade de cada operador de e-commerce no atendimento deste cliente. O desafio é estabelecer uma relação de comprometimento da empresa fornecedora com o cliente, em que a ferramenta aplicada vai suprir a sua expectativa de qualidade do produto, pontualidade na entrega, preço competitivo, conforto e, claro, praticidade", finalizou.