A tradicional integradora de tecnologia Service IT anunciou a compra da empresa gaúcha Defenda, especializada em segurança da informação . O movimento faz parte da busca por receitas inovadoras empreendida pelas companhias de tecnologia.

Sediada em São Leopoldo, a adquirida já presta serviços para algumas dezenas de clientes, entre eles grandes empresas. Os valores do negócio (assinado em setembro, mas divulgado somente agora) não foram abertos, mas a Defenda possui receita anual de R$ 2,5 milhões.

“Infraestrutura vai virar commodity, então temos que entender o que o mercado quer comprar. Acredito que vamos continuar crescendo na venda de hardware e software mesmo com a tendência de migração para a nuvem, mas seria importante estar preparado caso ela seja mais rápida [que o esperado]”, afirmou o CEO da Service IT, Eduardo Gallo.

O executivo conta que o faturamento da empresa em 2017 ficou na casa dos R$ 90 milhões, um pouco menor que os R$ 100 milhões registrados no ano anterior. Do montante faturado no ano passado, 40% veio de serviços gerenciados, em nuvem ou de segurança virtual. A contribuição dos dois últimos, contudo, ainda é pequena. “Fechamos o primeiro contrato de segurança em setembro”, exemplifica Gallo. Hoje a vertical é responsável por apenas 2,5% das receitas.

“Com a Defenda esperamos que a porcentagem passe para 5% neste ano e para 10% no ano que vem”, sinaliza o mandatário da empresa, que prevê um recrudescimento de incidentes como o vazamentos e o sequestro de dados.

“Acredito que em 2018 e 2019 haverá uma onda crescente de ataques, que farão clientes investirem mais. Muitos já começaram a tirar projetos de segurança [da gaveta], o que nos chamou atenção. Há poucos casos declarados de ataque, o que dificulta a venda de soluções, mas as coisas que os empresários estão ouvindo já começam a assustar”.

Com o aumento da demanda a Service IT espera faturar R$ 120 milhões neste ano, alcançando números entre R$ 140 milhões e R$ 160 milhões em 2019. Hoje os setores financeiros (22% da receita), energia (16%), governo (14%) e varejo (10%) são os principais indutores. Com 22 anos de atuação, a empresa conta com escritórios em cinco capitais e atuação na Argentina e Chile. Entre os fabricantes distribuídos por ela estão a DellEMC e a Oracle.

Gallo admite que a venda de infraestrutura “deu uma estagnada” em 2017, mas o executivo projeta uma retomada ainda neste ano, favorecida pelo reaquecimento da economia.

Vale lembrar que a distribuição de soluções de terceiros é o modelo de negócios mais popular entre empresas de software e serviços que atuam no País: de um contingente de 15,7 mil, 40,5% está voltado para a atividade, segundo a Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes).