SÃO PAULO - Na estação de trem, no banco do parque, na calçada ou até no banheiro. Estes são exemplos de lugares em que os usuários do equipamento Freedrum podem praticar bateria virtualmente, com baquetas dotadas de sensores, como se tivessem o instrumento musical físico em sua frente.



Conectado via bluetooth ao aplicativo Sensorware, desenvolvido pela startup sueca Freedrum, o aparelho se divide em quatro pequenos sensores, acoplados às baquetas e ao par de tênis do praticante. Dependendo da inclinação e intensidade dos movimentos, o sistema produz sons de determinadas peças da bateria.



De acordo com um dos desenvolvedores da tecnologia, Philip Robertson, o projeto demorou um ano e meio para ficar pronto, tanto em termos de software como no que diz respeito à viabilidade comercial do produto. O desenvolvimento começou em agosto de 2015 e foi finalizada em janeiro de 2017.



"Até o momento, já vendemos seis mil equipamentos para entusiastas de todo o mundo", diz Robertson. Atualmente, o equipamento está disponível para venda no site da startup por R$ 316,00. As operações comerciais tiveram início há um mês.



Para tornar o projeto realidade, os fundadores da startup iniciaram uma campanha de financiamento coletivo na plataforma Kickstarter. Com a meta de arrecadar R$ 480 mil em 9 meses, a equipe recebeu, entre janeiro e setembro de 2017, R$ 1,9 milhão.



Em relação à estratégia de mercado, Robertson afirma que "as pessoas estão cada vez menos dispostas a arcar com um espaço para acomodar o instrumento" e, portanto, pretendem investir no apelo da portabilidade do produto.