SÃO PAULO - Por meio de uma plataforma on-line, a startup Quem Cuida apresenta perfis de babás, cuidadores e profissionais de enfermagem para tomar conta de crianças e idosos. Após um período de testes, a empresa estima para os próximos 12 meses faturamento de R$ 3 milhões.



Para se inscrever, o profissional preenche inicialmente um cadastro detalhado na plataforma. No processo são analisados dados sobre a formação, experiências e disponibilidade de tempo do candidato. O tipo de atendimento prestado também deve ser informado. As perguntas do formulário são elaboradas por um coach e uma psicóloga. Após a inserção das informações, o próprio sistema se encarrega de realizar algumas validações em relação às respostas dadas. 



"Atualmente temos uma taxa de aprovação abaixo de 30% dos cuidadores que se cadastram. Nosso foco principal é a segurança", disse Karina Foroutan, uma das fundadoras do negócio. Ela ainda afirma que, caso ocorra alguma irregularidade ou falta de atenção com o cliente, o profissional será retirado do sistema.



Para contratar um cuidador, o cliente precisa inserir o número do CEP no sistema, a fim de localizar o profissional mais próximo. Depois deve ser escolhido o tipo de atendimento, no caso para crianças, idosos ou pessoas com necessidades especiais. Além disso, buscas avançadas também podem ser feitas na plataforma, como por exemplo análise de valores e procedimentos de enfermagem.



Ainda de acordo com Karina, não existe um valor fixo para a prestação desse serviço. Os preços são estabelecidos segundo o critério de cada cuidador. No geral, por serem especializados em enfermagem, aqueles que cuidam de idosos e portadores de necessidades especiais acabam cobrando um pouco mais do que as babás, encarregadas de tomarem conta de crianças. A taxa fixada pela Quem Cuida é de 15% sobre a quantia cobrada pelo profissional. O serviço prestado é cobrado por hora.



Fundado no final de 2015, em Curitiba, a empresa conta com seis funcionários e já atende o Estado do Paraná e a cidade de São Paulo. Em dezembro de 2016 o negócio recebeu aporte conjunto realizado por dois investidores anjos, o Curitiba Angels e o Anjos do Brasil. Atualmente, cerca de 100 profissionais já estão cadastrados na plataforma.



Prestando serviços de orientação à amamentação, Silvana Surtini afirma que optou pelo cadastro na plataforma pela praticidade. "Existe uma facilidade na negociação, posso colocar meu preço e oferecer o serviço em que tenho conhecimento" disse. Ela ainda conta que cobra de R$ 16 a R$ 20 a hora por esse tipo de assistência.