Economia
07/08/2017 - 17h20 | Atualizado em 07/08/2017 - 19h50

Startups criam serviços para deficientes e profissionais mais experientes buscarem vagas

Egalitê e MaturiJobs funcionam como canais de estímulo e inserção, mas cobram apenas das empresas que buscam candidatos

Mórris Litvak, fundador da MaturiJobs
Mórris Litvak, fundador da MaturiJobs
Foto: Divulgação

SÃO PAULO - Com o alto número de desempregados no País, os profissionais com mais experiência e aqueles que possuem alguma deficiêcia sofrem ainda mais para conseguirem renda. Devido à este fato, surgem novas empresas como a Egalitê e a MaturiJobs, que atuam como um canal de estímulo e inserção desse público no mercado de trabalho.

Atuando como uma empresa de impacto social, na Egalitê, o cliente registra a sua deficiência no site e coloca as suas competências. Com isso, uma vaga mais apropriada em sua área e condizente com sua condição física é dispostas para o usuário.

Para os candidatos, não há uma cobrança, apenas para as empresas clientes. Ao todo, a plataforma já cadastrou cerca de 40 mil pessoas e já atua em 16 Estados.

Segundo o fundador da Egalitê, Guilherme Braga, a startup fez uma parceria com o programa americano de fomento Global Good Fund, focado em empreendedores sociais. Diz ainda que a plataforma conta com 300 empresas cadastradas e pretende atingir 30% de crescimento ainda neste ano.

"Pelo que percebo, a maior demanda dos candidatos cadastrados parte de pessoas com deficiência física e auditiva", ressaltou Braga.

No caso da MaturiJobs, o foco é para pessoas acima dos 50 anos. Para os candidatos, o uso da plataforma é gratuito. Já as empresas podem pagar ou não pela utilização do serviço.

As pagantes terão uma divulgação mais ampla no site e nas redes sociais, além de poderem personalizar sua divulgação.

A plataforma também monetiza por meio de workshops e cursos para os interessados.

O fundador da MaturiJobs, Mórris Litvak, afirma que a startup, sediada na capital paulista, conta com 50 mil usuários e 530 empresas cadastradas. Diz ainda que atua em todo o País.

"Neste ano, pretendemos chegar a mil empresas cadastradas, sendo um terço de pagantes. E 100 mil pessoas inclusas na plataforma", detalha Litvak. Ele acrescenta que a empresa nascente lançará neste ano um aplicativo da plataforma para smartphones.

Para o coordenador do Centro de Empreendedorismo e Novos Negócios da Fundação Getulio Vargas (CENN-FGV) e em Negócios de Impacto Social, Edgar Barki, a atuação das startups está no caminho certo. Isso porque as empresas em geral devem se adequar com esses tipos de funcionários, principalmente os que apresentam deficiência.

"É necessário preparar não apenas o candidato e futuro funcionário, mas o ambiente da empresa em que ele vá trabalhar, para conseguir ser produtivo", explica Barki, tendo em vista a disponíbilidade de mão de obra qualificada de pessoas com mais de 50 anos no mercado e, também, a legislação de cotas de deficientes.

As empresa preferem não revelar o faturamento e os valores cobrados das empresas registradas.

Guilherme Souza

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