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22/06/2017 - 08h00 | Atualizado em 21/06/2017 - 18h41

Startups investem em desburocratizar o setor imobiliário

CredPago e QuintoAndar criaram soluções voltadas para o processo de locação de imóveis

Jardel Cardoso (esq.) e um dos investidores de sua startup, a CredPago, o ator Bruno Gagliasso
Jardel Cardoso (esq.) e um dos investidores de sua startup, a CredPago, o ator Bruno Gagliasso
Foto: Divulgação

SÃO PAULO - Especializadas no setor imobiliário, as startups CredPago e QuintoAndar enxergaram no segmento, especificamente nos processos burocráticos de locações, um espaço para inovar e expandir no País. As empresas utilizaram a tecnologia para simplificar a contratação do aluguel.

Criada em Joinville, Santa Catarina, a CredPago, desde o início de suas operações, em 2016, tem registrado crescimento médio mensal de 30%. A empresa desenvolveu um algoritmo que possibilita ao inquilino pagar a fiança do contrato utilizando o limite aprovado no cartão de crédito.

"Percebemos que o que tornava a experiência do cliente mais desagradável era o processo da garantia, com suas burocracias e imprevistos tradicionais", diz o CEO da CredPago, Jardel Cardoso.

Para a verificação do processo, o inquilino apresenta uma cópia da última fatura paga do seu cartão de crédito e seus dados. A imobiliária parceira insere essas informações no site e, em 15 minutos, tem uma resposta da análise. Com a aprovação, o inquilino recebe por e-mail os termos do contrato, insere o código do cartão e o sistema conclui a operação com o lançamento da taxa de serviço.

Pela atuação da startup, é cobrada uma taxa de 8% sobre o valor do aluguel anual, divididos em 12 parcelas mensais fixas. Além disso, é lançada uma taxa de Setup (que equivale aos custos com os documentos em uma locação normal) de até R$ 120, como parcelamento de, no máximo, 3 vezes.

Segundo Cardoso, atualmente o sistema tem mais de 360 imobiliárias cadastradas em diversas partes do Brasil. "Temos atuação nacional, porém a maioria das nossas operações estão na região Sul. A partir do segundo semestre de 2017, iniciaremos operações nas principais capitais do Brasil", conta o CEO, que não releva as expectativas de faturamento da empresa.

A startup passou por um processo de mentoria em um programa do Sebrae, chamado Startup/SC.

 

Sem fiador

Com foco em todo o processo de locação, o QuintoAndar é um aplicativo de aluguel de apartamentos que oferece seguro-fiança grátis para os inquilinos. Eles podem agendar a visita, negociar online direto com proprietário e assinar o contrato digital sem cartório e sem fiador. Para o proprietário, o aplicativo também conta com o recurso de acompanhamento de desempenho do anúncio, além da garantia de pagamento do aluguel todo mês, até que o inquilino liquide sua dívida.

De acordo com o CTO e co-fundador da startup, André Penha, a empresa nasceu com o objetivo de suprir todas as etapas do processo de locação. "Algumas empresas resolviam só a busca. Nós decidimos tratar o processo todo, da procura até o fim do contrato. Montamos a empresa em Campinas sem um tostão no bolso e um trabalho de formiguinha. De repente, começamos a crescer muito. De novembro de 2015 até hoje temos crescido em média mensal 20%. Hoje somos 25 vezes maiores do que quando lançamos o aplicativo. Temos 180 funcionários e mais de 200 corretores parceiros", ressalta.

O QuintoAndar participou de duas rodadas de investimentos, que somam até hoje mais de R$ 70 milhões. Os principais investidores são os fundos Kaszek, criado pelos fundadores do Mercado Livre, Acacia Partners e Qualcomm Ventures.

A empresa já recebeu anúncios de mais de 50 mil imóveis, a maioria nos últimos 6 meses. Penha diz que o aplicativo tem um giro muito alto. "Os imóveis alugam super rápido, então a cada dia entram centenas de imóveis novos. Talvez se você olhar o site agora, terá uns 5 mil imóveis no ar, mas daí semana que vem serão outros 5 mil", explica.

Atualmente, a startup é sediada em São Paulo e, além da capital, atua nas cidades de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, Guarulhos, Barueri, Osasco e Campinas.  A monetização ocorre pela cobrança do primeiro mês de aluguel, mais uma taxa mensal de 8%, do proprietário. Penha preferiu não divulgar o faturamento da empresa nascente.

Aryel Fernandes

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