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13/10/2011 - 00h00

ZTE e Huawei podem elevar produção de eletrônicos no País

são paulo - O aumento da demanda por celulares e tablets (computadores em formato de prancheta) no País, aliado ao esforço do governo federal de conceder isenção fiscal a empresas de tecnologia que queiram produzir em território nacional, poderá duplicar a produção das fabricantes chinesas Huawei e ZTE aqui, no Brasil, de acordo com a Câmara de Comércio e Indústria Brasil-China. O presidente da entidade, Charles Tang, disse ao DCI que esteve presente com representantes de ambas as empresas em evento na China, e que estes manifestaram aumentar os aportes nas operações brasileiras da empresa. Ambas recentemente anunciaram investimentos que chegam a pouco mais de R$ 1 bilhão para os próximos 5 anos. "A Huawei e a ZTE têm planos de expandir no curto prazo no Brasil, uma vez que a demanda por terminais irá aumentar e o governo é um grande parceiro do mercado chinês", disse Tang.A possibilidade surge quase dois meses após as empresas anunciarem oficialmente seus planos de expansão no Brasil. A ZTE vai investir US$ 200 milhões na construção de uma fábrica da cidade de Hortolândia, no Estado de São Paulo. Atualmente, a companhia recorre à produção e montagem terceirizada de seus produtos voltados ao mercado nacional. A Huawei, por sua vez, vai investir R$ 600 milhões nos próximos cinco anos para a fabricação no Brasil de alguns componentes de sua linha de celulares e tablets. A parceira que vai abrigar a linha de montagem será a Flextronics, empresa de Cingapura que atua na cidade de Sorocaba, em São Paulo, na fabricação e logística de equipamentos eletrônicos para terceiros. "A expansão das duas empresas pode ser por meio da aquisição de outras empresas de montagem que atuam por aqui", conta Charles Tang. Tanto ZTE quanto a Huawei não confirmaram oficialmente as informações da expansão no País. Estratégias"Queremos produzir e comercializar os tablets até o início do ano que vem", afirmou Li Ke, presidente da Huawei, durante o evento Futurecom, realizado em São Paulo no mês de setembro, sobre a produção do dispositivo móvel no mercado nacional, além de equipamentos de rede e o celular iDeos. "A modalidade de fabricação pode ser terceirizada, ou podemos investir em uma fábrica própria. Ainda estamos analisando se o restante será produzido pela Flextronics", diz. A meta da empresa para o ano de 2011 é de vender 4 mil unidades, entre tablets e celulares, no País. Até o momento, de acordo com a empresa, o número de vendas está na casa de 3.200 unidades. "Se chegarmos a estes números conquistaremos de 8% a 9% do mercado brasileiro de celulares e tablets. É uma margem expressiva para uma empresa que iniciou as vendas três anos atrás", conta Marcelo Najnudel, gerente de Marketing da área de terminais da Huawei.A companhia chega ao mercado brasileiro praticamente junto com a concorrente, e também chinesa, ZTE. Assim como a Huawei, a rival também apareceu no mercado brasileiro de celulares com a venda de aparelhos direcionados às classes C e D, além de modems de acesso à Internet. Nos últimos três anos, ambas passaram a trazer ao País aparelhos mais sofisticados.EmpresasA Huawei anunciou também a criação oficial da Huawei Enterprise Business, divisão da companhia focada no mercado corporativo. A divisão é parte da nova estratégia de atuação da companhia, que agora passa a contar com quatro unidades de negócio específicas: Telecomunicações, Enterprise, Devices e Outros Negócios. Ao todo, a companhia faturou US$ 1,4 bilhão em 2010. Deste total, somente o mercado sul-americano de soluções corporativas é avaliado hoje em US$ 2 bilhões, fato que deu base para a estratégia. A empresa divulgou pesquisa sobre a banda larga móvel no Brasil, onde no primeiro semestre deste ano a banda larga móvel cresceu 35%, contra 10% da banda larga fixa. No segundo trimestre a média de acessos foi de 13,7 para cada 100 habitantes, acima da média mundial em 2010. Em junho deste ano havia 23 milhões de celulares 3G em uso no Brasil, o que corresponde a cerca de 10% do parque total de aparelhos. Segundo a pesquisa, 79% dos proprietários usam os aparelhos para acesso à Internet por em média uma hora por dia.DesoneraçãoA presidente Dilma Rousseff sancionou anteontem a medida provisória que inclui os tablets produzidos no Brasil no Programa de Inclusão Digital do governo federal. O texto prevê desoneração do aparelho para redução dos preços praticados no Brasil. Uma negociação entre o Planalto e o Congresso assegurou condições de concorrência entre os produtos fabricados aqui e também preço mais baixo para o consumidor. 10.000tecnologia

bruno de oliveira

são paulo - O aumento da demanda por celulares e tablets (computadores em formato de prancheta) no País, aliado ao esforço do governo federal de conceder isenção fiscal a empresas de tecnologia que queiram produzir em território nacional, poderá du...

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