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CIDADE DA GUATEMALA (Reuters) - As autoridades da Guatemala alertaram que o Vulcão de Fogo começou a mostrar, na noite de terça-feira, sinais de um aumento de atividade de uma erupção devastadora iniciada no final de semana que deixou 75 mortos e quase 200 desaparecidos.

O instituto sismológico, vulcânico e meteorológico Insivumeh intensificou os alertas depois que o vulcão voltou a entrar em erupção no início da terça-feira, forçando retiradas e obrigando equipes de resgate a buscar abrigo às pressas.

O pico teve sua erupção mais devastadora em mais de quatro décadas no domingo, cobrindo uma área ampla de cinzas e lançando rios de lava contra cidades próximas.

A agência nacional de desastres Conred disse que 192 pessoas continuam desaparecidas desde a erupção, e a agência forense Inacif elevou o saldo de mortes de 72 para ao menos 75.

"As condições são extremamente críticas neste momento", disse Eddy Sánchez, diretor do Insivumeh, aos repórteres.

O Vulcão de Fogo é um de vários vulcões ativos dos 34 do país da América Central e se localiza perto de Antígua, cidade colonial tombada pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco, na sigla em inglês) como patrimônio da humanidade que sobreviveu a várias grandes erupções.  

A atividade mais recente ocorreu principalmente do lado mais distante do vulcão, voltado para o litoral do Pacífico.

A erupção de domingo lançou colunas de cinzas e fumaça a 10 quilômetros de altura, cobrindo várias regiões de cinzas. Milhares de pessoas foram retiradas, disse a Conred.

(Por Sofia Menchu)