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Por Clare Jim

HONG KONG (Reuters) - O governo de Hong Kong deve discutir leis de emergência abrangentes na sexta-feira, que irão incluir proibição de máscaras faciais em protestos, disseram duas fontes à Reuters, conforme o território administrado pela China luta contra um crescente ciclo de violência.

Autoridades já afrouxaram diretrizes para o uso da força pela polícia, de acordo com documentos vistos pela Reuters nesta quinta-feira, à medida que buscam acabar com manifestações antigoverno que agitam Hong Kong há quase quatro meses.

O afrouxamento de restrições sobre uso de força por parte da polícia entrou em vigor pouco antes de um dos tumultos mais violentos em protestos, quando um adolescente foi baleado por um policial no peito na terça-feira. Esta foi a primeira vez que um manifestante foi baleado com munição letal.

Mais de 100 pessoas ficaram feridas após a polícia disparar mais de 1.400 bombas de gás lacrimogêneo, 900 balas de borracha e seis disparos letais, conforme manifestantes atiravam coquetéis molotov e empunhavam pedaços de pau.

O governo local, apoiado por Pequim, deve realizar um encontro na manhã de sexta-feira, no qual deve colocar em vigor uma lei de emergência da era colonial que não é usada há meio século, disseram duas fontes familiares ao assunto à Reuters.

Relatos da mídia mais cedo nesta quinta-feira sobre a esperada proibição de máscaras --que centenas de milhares de manifestantes usam para esconder seus rostos e se proteger do gás lacrimogêneo-- geraram a maior alta em uma semana no mercado de ações de Hong Kong.