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Por quase três décadas, Alex Knight trabalhou ao redor do mundo ao lado de muitos grandes líderes em saúde, assistência social e organizações sem fins lucrativos. Nesta sexta-feira, o parceiro global da Healthcare Goldratt Consulting esteve em São Paulo para debater com os participantes do 6º Congresso Nacional de Hospitais Privados(Conahp) como atingir avanços na qualidade, segurança, velocidade e acessibilidade na saúde usando a teoria das restrições.
Knight compartilhou sua experiência com as alegrias e lutas que as pessoas enfrentam em seus esforços para melhorar o sistema. Nos últimos 15 anos, seu foco principal foi construir, testar e verificar uma solução de Teoria das Restrições (TOC) para saúde. Conhecida como TOC (Theory of Constraints), foi concebida na década de 1980, pelo físico israelense Eliyahu Goldratt. Expandiu-se rapidamente, graças aos resultados obtidos. A TOC é baseada em três pressupostos: uma organização possui uma meta a ser atingida; uma organização é mais que a soma de suas partes e o desempenho de uma organização é limitado por poucas variáveis, ditas restrições do sistema.
A apresentação do consultor fechou com chave de ouro o evento que se propôs a debater a eficiência no sistema de saúde brasileiro. Mais do que isso, durante os três dias de evento, os participantes buscaram entender como o combate ao desperdício irá transformar o sistema de saúde. Afinal, a gestão de serviços de saúde é um desafio permanente. Os gestores convivem constantemente com a necessidade de atender a capacidade da oferta para uma demanda em geral crescente e variável. Nesse contexto, torna-se importante gerir de forma eficaz a capacidade de atendimento, assim como dimensionar e alocar adequadamente os recursos.
Segundo o consultor, há algumas medidas que podem ser adotadas visando encontrar os melhores resultados para estes questionamentos: elencar as restrições do sistema; decidir como explorá-las; e identificar em quais áreas os esforços devem ser concentrados.
“Precisamos parar de tentar melhorar o desempenho de cada elo da cadeia. Não fique chateado se identificar que muitos dos seus esforços não vão melhorar o sistema como um todo”, aconselha Knight. “É melhor pegar os recursos envolvidos nestes esforços e realocá-los naquelas áreas em que os mecanismos realmente estão se mostrando eficazes no combate ao desperdício. Ao identificar quais são os poucos elementos que realmente funcionam, teremos mais chances de sucesso em determinar o desemprenho de todo o sistema, porque esses são os lugares onde encontramos mais alavancas para fazer as coisas acontecerem”, diz o consultor.
A solução desenvolvida por Knight foi testada em ambientes agudos, comunitários e de saúde mental no Reino Unido, Holanda, EUA e Canadá. Após a conclusão da solução, Alex e sua equipe se concentraram na construção de elementos de educação e implementação de software para garantir a robustez, a sustentabilidade e a escalabilidade da solução.
O trabalho de Alex é guiado pela abordagem científica e pelos princípios que sustentam o TOC e pela crença de que a simplicidade inerente existe em qualquer sistema. Alex teve a sorte de ser orientado pelo Dr. Eliyahu M. Goldratt, pai do TOC, e sua amizade durou quase 30 anos. Goldratt faleceu em 11 de junho de 2011.