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Para além dos anos ininterruptos de estudo, o profissional da área médica tem muitas questões que passam a integrar seu dia a dia: inteligência artificial; relação médico-paciente; uso de tecnologias; dispositivos vestíveis; análise de imagens; sistemas de suporte à decisão; equipes multiprofissionais; prática médica; educação médica; flexibilidade de aprendizado, são alguns destes exemplos. E, como não perder a cabeça com todas estas variáveis?

O assunto foi tema de painel apresentado hoje no 6º Conahp (Congresso Nacional de Hospitais Privados) pelo norte-americano Joe Flower, especialista em Healthcare Futurist. Segundo ele, estas inovações estão promovendo programas efetivos que se atentam ao bem-estar do paciente, e colocam o profissional ao encontro do novo modelo de relacionamento com os pacientes e de remuneração para os profissionais de saúde. “Esse cenário incentiva a migração da remuneração para o modelo de pagamento por performance, com mais contato humano. Nesta relação com os pacientes, observa-se ainda a promoção de uma interação mais eficiente e eficaz, o que, para o paciente, se traduz em um atendimento com mais qualidade e menos custo”, diz.

Flower pontua, contudo, que estas alterações são mais perceptíveis no setor privado do que no público. “Os hospitais privados têm muito mais espaço para experimentar e é isso que otimiza também o ambiente inovador observado nestes ambientes”, avalia o especialista. “No final, o resultado interfere diretamente na equalização da relação preço e qualidade”, acrescenta.