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A China cortou nesta quinta-feira a previsão de importações de soja para o ano-safra 2018/19, alertando que os preços mais altos devido ao conflito comercial com os Estados Unidos devem reduzir a demanda à medida que os agricultores se voltam a ingredientes alternativos para ração animal.

As importações de soja na safra que começa em 1º de outubro serão de 93,85 milhões de toneladas, queda de 1,8 milhão de toneladas, ou 2 por cento, frente à estimativa do mês passado, informou o Ministério da Agricultura e Assuntos Rurais em seu relatório mensal.

Isso se compara à estimativa de 95,97 milhões para a safra 2017/18 e, segundo os dados do governo dos EUA, seria o menor nível de importação desde 2016/17.

Em 6 de julho, a China impôs tarifas de 25 por cento sobre 34 bilhões de dólares em produtos norte-americanos, incluindo soja, em resposta às tarifas impostas no mesmo dia aos produtos chineses que em valor similar, com as duas principais economias do mundo entrando em uma guerra comercial.

O relatório de oferta e demanda do ministério chinês disse que as novas tarifas sobre os embarques dos EUA introduzidas devem inflar os preços da oleaginosa.

Isso significa que os processadores, que produzem farelo e óleo a partir da soja em grão, devem se voltar a outras fontes de proteína, disse o ministério. Isso poderia ser uma boa notícia para os produtores de sementes de colza, amendoim ou girassol.

A demanda por farelo de soja já foi atingida por perdas no setor de suinocultura, segundo o relatório.