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A valorização das carnes exóticas no mercado brasileiro e mundial está impulsionando, no Rio Grande do Sul, a criação comercial de um animal pouco conhecido: a paca. De olho nos ganhos futuros, um empresário de Arroio do Meio (RS) - município a 60 quilômetros de Porto Alegre - está investindo para se tornar o maior criador brasileiro desse roedor. "Até 2006 pretendo ter 250 animais", revela Darci Inácio Zangalli. Proprietário de uma pequena empresa do segmento metalúrgico, Zangalli tem atualmente cerca de 25 pacas criadas em um cativeiro.Cada filhote custa de R$ 400,00 a R$ 500,00. As fêmeas, se bem acompanhadas, dão à luz a três filhotes por ano. "São necessários cuidados bastante específicos", afirma Zangalli.Os primeiros animais foram comprados há dois anos, em Santa Catarina. "Meu registro já é para a comercialização dos animais, mas pretendo começar a atividade daqui a dois anos, por enquanto estou apenas multiplicando as pacas", relata Zangalli. Para criar esse tipo de animal silvestre é preciso registro junto ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama).O mercado alvo para a venda da carne, destaca, é o Sudeste. "Lá as pessoas têm maior poder aquisitivo e estão mais dispostas a pagar R$ 60,00 pelo quilo da carne. Para vender a carne do animal, segundo Zangalli, é necessário que ele seja abatido em um frigorífico credenciado junto aos órgãos responsáveis." Aqui no Rio Grande do Sul temos diversos frigoríficos credenciados para o abate de capivara que também estão habilitados para trabalhar com a carne de paca."Além das pacas, ele também cria cotias.