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Para disputar a liderança do mercado de nutrição animal, a brasileira Poli-Nutri anuncia para os próximos três anos investimentos da ordem de R$ 50 milhões nas expansões produtiva e tecnológica da empresa. Segundo Aldo Barbugli Filho, gerente nacional de vendas da marca, que tem clientes como a Frango Sul, 40% da verba irá para inauguração de duas unidades fabris. O restante será diluído em áreas distintas como tecnologia, treinamento e infra-estrutura.

Com a expansão em andamento, a empresa irá inaugurar, na próxima semana, uma unidade em Eusébio, região metropolitana de Fortaleza (CE). A outra unidade deverá entrar em operação em dois anos e deve ser instalada em Santa Catarina, mas segue em fase de estudo de viabilização da região. "Buscamos lugares com melhores incentivos fiscais e localização estratégica", disse Barbugli. Ele projeta incremento de 25% nos negócios da empresa este ano, por conta da nova fábrica no Ceará.

Criada há 17 anos, a empresa é especializada na fabricação e venda de suplementos para aves, suínos, peixes e camarões. Hoje, a Poli-Nutri trabalha com duas fábricas nas cidades de Osasco (SP) e Maringá (PR). No Ceará, a nova sede funcionará em uma área de 60 mil metros quadrados, com capacidade de produzir inicialmente 4.000 toneladas por mês, entre alimentos prontos, premixes e núcleos. A empresa exporta parte de sua produção para a Venezuela e o Paraguai e espera incrementar os negócios nessa área em 30% este ano.

Sem revelar seu faturamento, a Poli-Nutri diz apenas que o investimento médio de R$ 10 milhões da nova unidade, proveniente de recursos próprios, vai gerar, em um primeiro momento, 150 novos empregos diretos, voltados à mão de obra regional. "A empresa investiu em tecnologia e adquiriu equipamentos de última geração, com destaque para dois silos graneleiros de armazenamento interno, com capacidade para 1.600 toneladas".

Localizada a 20 quilômetros de Fortaleza, a cidade de Eusébio possui perto de 30 mil habitantes e tem como principais atrativos a Lagoa do Parnamirim e o Pólo de Lazer. Sua economia está voltada às culturas de algodão, banana, caju, cana-de-açúcar, mandioca e feijão, além da forte pecuária, com criações de bovinos, suínos e aves. A região possui ainda 30 indústrias voltadas à borracha, química, têxtil, perfumaria, sabão e metalurgia.