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Enquanto a Fundação de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon) de São Paulo analisa 18 marcas de leite longa-vida comercializado na capital paulista, o órgão em Goiás já analisou e reprovou diversas marcas de leite pasteurizado e UHT (longa-vida), que estavam sendo vendidas nas principais redes de supermercados. Em Goiás, foram reprovadas 12 marcas do tipo C (pasteurizado) e seis de longa-vida. As marcas reprovadas continham bactérias, coliformes fecais, soda cáustica, amido e água oxigenada.

Além de multas, que chegam a R$ 3,1 milhões, o Procon protocolou denúncias nos ministérios públicos Estadual e Federal e acionou a Polícia Federal. As marcas de leite de saquinho reprovadas pelo Procon de Goiás foram: Big Leite, Capilat, Danleite, Gogó, Lacton, Nívea, Nutri Leite, Santa Rita, Santos, Tayná, Vitalat e Vitta.

Já as marcas de leite longa-vida (UHT) que não passaram nos testes foram: Escolha Econômica, Manacá (integral e desnatado), Marajoara, São Gabriel e Dália (desnatado).

O Procon goiano também divulgou as marcas aprovadas nos testes. Entre os pasteurizados estão Boa Vista, Compleite, Lato, Leitepuro, Primor, Quality e Unibom. As aprovadas na categoria longa-vida são: Batavo, Carrefour, Compleite, Danone, Extra, Italac, Itambé, Leitbom, Parmalat e Piracanjuba.

O Procon de São Paulo informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que até o final da semana terá o resultado dos testes realizados com as 18 amostras de leite longa-vida. Mas não informou as marcas dos produtos que estão sendo analisados.

Fiscalização

Para evitar a repetição do problema, o Ministério da Agricultura intensificou a fiscalização nos 1,7 mil laticínios espalhados pelo País. Além disso, a partir de agora, o governo mudará a forma de fiscalizar o leite no Brasil. Em vez de cada fiscal ficar fixo em uma usina de beneficiamento, serão formadas equipes de três profissionais para auditar as empresas.

O novo modelo de fiscalização foi testado por 15 dias, este mês, em Minas Gerais, antes de a Polícia Federal identificar a fraude em cooperativas mineiras. A partir desta semana, deve começar a funcionar em outras unidades da federação.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) pretende ampliar a coleta de amostras nas gôndolas de supermercados. A orientação repassada às unidades estaduais e municipais de vigilância sanitária determina que o processo de análise seja permanente.