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O Projeto Mandala, um programa sustentável de agricultura familiar implantado na Paraíba, é uma alternativa para combater a fome no Brasil.

O princípio da Mandala é integrar a microirrigação de lavouras hortícolas com atividades complementares.

Assim se obtém o aproveitamento ótimo das possibilidades econômicas que oferece e dos recursos que podem ser utilizados por uma família de pequenos agricultores.

Em pequenas áreas ao redor de casa, a proximidade concilia as tarefas de cultivo com as atividades domésticas.

As culturas estão associadas à criação de peixes e de aves aquáticas. O sistema usa cadeia alimentar em que praticamente todos os resíduos são aproveitados. Restos agrícolas alimentam os marrecos ou patos, cujos dejetos ajudam na ração dos peixes. Nada se perde.

Na região do Cariri, um dos exemplos considerados de sucesso é de Antonio Cassimiro Diniz, conhecido como Antonio Vaqueiro, de Gurjão, situado a 218 km de João Pessoa. Segundo depoimentos de Antonio Vaqueiro, com a Mandala ele consegue ter uma renda de R$ 400 por mês e já está gerando trabalho e renda para outras pessoas.

"Vamos parar de mostrar a miséria. Precisamos mostrar experiências, como esta, que são soluções para acabar com a fome", afirma o superintendente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) na Paraíba, Marcus Guedes. O objetivo maior da Mandala é matar a fome das pessoas e isso faz parte das prioridades do governo Lula.

A idéia é mostrar alternativas que já estão sendo realizadas no estado e que vêm apresentando resultados positivos. Atualmente, já existem mandalas no assentamento de Acauã, no município de Aparecida, próximo a Sousa, a 410 km da capital paraibana. Além do assentamento, onde são beneficiadas 63 famílias, numa parceria com o Incra, o Sebrae já instalou mandalas beneficiando vários outros produtores.