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O aumento da oferta de carne de frango no mercado doméstico, aliada à decisão de repassar a alta dos preços do milho ao consumidor, pressionaram em 2,7% a receita líquida da Seara no primeiro trimestre do ano, para R$ 3,9 bilhões. “A empresa optou por priorizar a rentabilidade com repasse do aumento dos grãos, e não acompanhou as promoções do mercado, acreditando que o setor faria isso, o que não aconteceu”, disse Tomazoni. O preço médio de venda aumentou 1,9% para os produtos processados.

Segundo ele, o custo dos grãos alcançou um novo patamar, não apenas por quebra de produção em países como Brasil e Argentina, ou ainda a maior demanda pelo grão para a produção de etanol nos Estados Unidos. “Não vamos ter, daqui para frente, um arrefecimento grande dos preços. Eles podem até reduzir de 7% a 10%. O esforço que fizemos de repassar o aumento de custos continuará e esperamos que o mercado também faça.” Ele ainda afirmou que a Seara se adequou aos novos requisitos de abate da Arábia Saudita. “Os custos ficaram bastante aviltados, mas estão aceitáveis.”