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O setor automotivo está caminhando para uma tendência onde as montadoras não vendem somente carros, mas, sim, mobilidade. Seja compartilhado, próprio, autônomo ou elétrico, o futuro do carro ainda é promissor. Só é preciso mudar as lentes para acelerar e focar na necessidade do usuário e consumidor.

Nós estamos em um caminho do “E” e não do “OU” e quem entender esse novo paradigma, sai muito na frente para compreender o consumidor atual. Não será excluído o carro tradicional pela bicicleta elétrica ou a moto por táxi.

Hoje, o consumidor tem muito mais alternativas na hora de voltar para casa, com modais que se complementam. Quando falamos de mobilidade urbana, vejo um mercado que tem espaço para todos.

E como será essa evolução? Ela é complexa e envolve grande número de segmentos que atuam nessa cadeia: a indústria automotiva e de autopeças, as revendas, as concessionárias e também os órgãos públicos, a legislação do mercado e do trânsito que devem se adaptar às novas tendências e tecnologias.

Neste sentido, carros elétricos e autônomos estão em pauta e ganham ainda mais espaço no contexto das cidades inteligentes e sustentáveis.

No caso dos elétricos, muitos debates mostram que eles podem até mesmo reconquistar as pessoas que deixaram de ter carro. Este argumento, inclusive, é reforçado pelos dados de venda destes veículos pela Webmotors, que mostram crescimento de 191% no primeiro trimestre de 2019 em comparação com o mesmo período do ano passado.

Embora esse número se refira a uma base pequena sobre os veículos que utilizam as fontes tradicionais de combustíveis, trata-se de um salto bastante expressivo e que subsidia os investimentos da indústria automotiva para a fabricação de carros elétricos no País, que deve chegar a 400 mil veículos desse tipo nas estradas até 2026.

Essa evolução dá sinais de um cenário que vai se estruturar em um futuro próximo. Diferente das referências do desenho dos “Jetsons”, a expectativa é que, em dez anos, segundo a McKinsey, um em cada dez carros serão compartilhados ou elétricos e 15% serão autônomos.

Para a indústria, a projeção é positiva e mostra que os carros terão um grande mercado no futuro, com vendas desses veículos crescendo entre 5% e 8% ao ano.

Se por um lado novas tecnologias têm ganhado mais espaço, por outro, os aplicativos de aluguéis e caronas são tendências para as novas gerações. A entrada de diferentes players neste mercado criou um cenário onde a indústria começa a orientar seus serviços e soluções para o desenvolvimento urbano. Pesquisa recente da Webmotors junto aos seus usuários no Brasil, 33% afirmaram que utilizam aplicativos de transporte e, desses, 53% usam esta alternativa todos os dias ou frequentemente.

Essa realidade de mobilidade também vem ajudando a moldar o novo mercado nacional. E com todas essas transformações no mercado automotivo, o fato é que as inovações têm sido desenvolvidas em linha com as necessidades de mobilidade das pessoas.

Nesse universo, é importante ter em mente que terão espaço os players que se mantiverem atentos ao surgimento de novos modelos criados para atender novas demandas de comportamento e consumo.

eduardo.jurcevic@webmotors.com.br