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Há 45 anos, China e Brasil firmaram seus votos de amizade com o estabelecimento das relações diplomáticas. Essa parceria, que vem desenvolvendo de forma estável e abrangente, tem obtido resultados amplamente reconhecidos.

Ao longo desses 45 anos, os dois lados vêm fortalecendo a confiança política mútua e construindo uma comunidade de destino comum em vários assuntos internacionais, tais como nos BRICS, na cooperação Sul-Sul e nos intercâmbios bilaterais de alto nível. Nas minhas visitas a vários municípios nos quatro estados sob a jurisdição deste Consulado, o que sempre me impressionou foi a amizade demonstrada para com a China e o dinamismo em aproximar as relações com meu país. São Paulo é a primeira cidade que oficializou o Dia da Imigração Chinesa. Nos intercâmbios locais, temos a frequente troca de visitas, e dezenas de pares de irmandades entre estados e cidades. Poucos dias atrás, o governador de São Paulo, João Doria, inaugurou em Xangai o primeiro escritório comercial do estado fora do Brasil, e afirmou que estreitar os laços, elevar a confiança mútua com a China e explorar os dois mercados são prioridades para o governo paulista.

Durante esses 45 anos, houve uma frutífera cooperação pragmática bilateral. Hoje, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, que, por sua vez, é o primeiro país da América Latina a ter a balança comercial com a China acima de US$ 100 bilhões, desse total, os quatro estados respondem por quase metade. Cerca de 200 empresas chinesas têm investido mais de US$ 30 bilhões, criando dezenas de milhares de empregos locais. Os resultados dos projetos estão presentes no dia-a-dia dos brasileiros: o ônibus elétrico da BYD e o aplicativo 99/Didi facilitam a mobilidade urbana; Huawei, Xiaomi e TCL proporcionam experiência de uma vida mais inteligente; a CPFL/State Grid e o sistema São Lourenço/CGGC oferecem serviço do abastecimento de luz e água à população. Por outro lado, os aeronaves regionais, o café, a carne bovina e o suco do Brasil também foram bem procurados no mercado chinês. Tudo isso é exemplo de uma comunidade de interesse comum construída no princípio de ganha-ganha.

No decorrer destes 45 anos, o intercâmbio cultural se multiplicou. Hoje, no Estado de São Paulo, vivem 260 mil imigrantes e descendentes na comunidade chinesa. Eles contribuem para a prosperidade local com seus investimentos, além de difundir a cultura chinesa. Cursos nos Institutos Confúcio vêm incentivando o entusiasmo pela aprendizagem da língua chinesa. Artes marciais, acupuntura e culinária chinesa têm agradado os brasileiros. Por outro lado, cada vez mais brasileiros vão à China e tornam-se usuários fãs de Wechat; a OSESP apresentou-se no Teatro Nacional em Pequim e jogadores brasileiros estão contribuindo para o desenvolvimento do futebol chinês. São dois parceiros que aprendem um com o outro, se apreciam e se aperfeiçoam mutuamente.

Como o ditado chinês diz, “nem a distância separa os amigos de verdade, a dez mil milhas ainda se sentem vizinhos”. Tudo o que conseguimos é o fruto de 45 anos de cooperação. Neste semestre do ano, com a troca de visitas dos dois presidentes, o futuro de nossa cooperação amistosa se mostra ainda mais promissor. Desejo e tenho convicção de que as duas nações e os dois povos estarão cada vez mais próximos e se entenderão cada vez melhor para, juntos, criarmos um futuro ainda mais brilhante.

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