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A primeira Exposição Internacional de Importação da China (CIIE, em inglês), a ser inaugurada em 5 de novembro, será a primeira exposição de importação em nível nacional do mundo, e contribuirá com uma iniciativa pioneira chinesa para abrir seu mercado ao mundo e promover a exportação destinada à China no contexto do crescente protecionismo comercial global. A 1ª CIIE terá participação de mais de 140 países e regiões, cerca de 2,8 mil empresas e mais de 160 mil compradores do mundo.

Durante a exposição, os países participantes, sobretudo os países em desenvolvimento, serão convidados a participar no Fórum de Comércio Internacional de Hongqiao, para contribuir com sua sabedoria à globalização econômica e à perfeição da governança econômica global. A CIIE e as atividades paralelas construirão uma nova plataforma para todos os países inclusive países latino-americanos a compartilhar os benefícios trazidos pelo desenvolvimento da China e discutir em conjunto novos planos de globalização.

Os países latino-americanos podem compartilhar as oportunidades de abertura do mercado chinês. Este ano marca o 40º aniversário da Reforma e Abertura da China. Nos últimos 40 anos, a China se tornou a segunda maior economia do mundo, o maior país industrializado, o maior país comercializador de mercadorias e o país com maiores reservas de divisas, com sua taxa de contribuição para o crescimento econômico mundial ultrapassando 30% por muitos anos, fato de que demonstra que a estratégia de abertura e mutuamente benéfica implementada pela China é indispensável.

O presidente chinês Xi Jinping fez o apelo à construção de uma economia mundial aberta em várias ocasiões internacionais importantes: Fórum Econômico Mundial de Davos, Fórum Boao para a Ásia, Fórum de Cinturão e Rota para a Cooperação Internacional, Cúpula do G20, entre outras, dando à comunidade internacional um sinal positivo de que a China continuará a aumentar sua abertura ao exterior. Quais oportunidades de negócios trarão por um mercado chinês mais aberto? A China em um dia tem mais de 80 mil carros vendidos, mais de 80 milhões de encomendas expressas entregues, 220 mil sessões de filmes exibidos, 4,200 trens de alta velocidade conduzidos, mais de 400 mil toneladas de alimentos consumidos, em apenas um dia só.

Nos próximos cinco anos, a China importará US$ 10 trilhões de bens e serviços, atrairá US$ 600 bilhões de investimentos estrangeiros e enviará ao exterior 700 milhões de turistas, e certamente se tornará a força motriz do avanço econômico mundial, e contribuirá com mais confiança e vitalidade para o mundo.

Os países latino-americanos podem compartilhar chances de inovação científica e tecnológica da China. Hoje, a nova rodada de revolução científica e tecnológica e da transformação industrial está se acelerando, com desenvolvimento rápido de tecnologias e indústrias como big data, computação em nuvem, inteligência artificial, energia limpa, biomedicina, tecnologias aeronáutica, aeroespacial e marítima, assim como o surgimento contínuo de novos modelos de negócios e novos formatos de indústria. A inovação científica e tecnológica está injetando a nova força motriz para o desenvolvimento econômico global, trazendo novas oportunidades para a globalização econômica e o compartilhamento da inovação científica e tecnológica entre a China e os países da América Latina.

Li Jinzhang é embaixador da China no Brasil 

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