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O mercado financeiro brasileiro oferece várias opções de investimentos, sendo uns mais conservadores e outros mais arriscados. Para os investidores que querem diminuir riscos e diversificar os seus investimentos, uma alternativa a ser avaliada é investir no exterior.

Com as taxas de juros decrescentes no Brasil, e sem finais de mudança no curto prazo, os investidores brasileiros (IB) estão mudando o comportamento, uma vez que os retornos reais (líquidos de inflação) de investimentos tradicionais são menos atraentes.

Hoje, os investidores brasileiros possuem inúmeras oportunidades de investir em outros tipos de ativos e em várias regiões do mundo. Talvez alguns IB não fizeram ainda essa opção em função da: (i) dificuldade de entendimento e acesso a informação; (ii) barreira da língua; (iii) burocracia e custo da operação; (iv) pequena taxa de juros em outros países que reflete nos rendimentos financeiros.

Apesar de todos esses fatores, pode ser atrativo investir parte do seu patrimônio no exterior, desde que compatível com a sua capacidade financeira, pela segurança e estabilidade, de forma a evitar perdas financeiras por instabilidades políticas e econômicas em países em desenvolvimento, além de propiciar uma reserva financeira em moeda forte. Investir no exterior, seja em imóveis ou em fundos. etc. é permitido por lei, não é crime, ninguém vai ser preso ou pagar multa.

A partir da repatriação foi estabelecido as condições para legalização de ativos mantidos por brasileiros no exterior e não declarados ao Banco Central do Brasil (BACEN) e à Receita Federal do Brasil (RFB) e, por esta razão, tem ficado mais visível o número de contribuintes brasileiros que possuem investimentos no exterior.

No entanto, uma importante questão gira em torno das informações que devem ser prestadas ao Banco Central do Brasil (Bacen), por meio da Declaração de Capitais Brasileiros no Exterior (DCBE), e a RFB, por meio da Declaração de Imposto de Renda da Pessoa Física (DIRPF). Todas essas declarações, quando não preenchidas as operações no exterior corretamente/adequadamente, podem gerar complicações para os contribuintes investidores.

Tendo em vista a relevância de IB no exterior, a RFB vem se atualizando e evoluindo os processos de fiscalização, inclusive com as adesões aos acordos internacionais de trocas de informações financeiras, com o objetivo de identificar àqueles contribuintes que estão omitindo os investimentos e os rendimentos gerados.

Mesmo com essa opção de investir no exterior, o Brasil continua oferecendo grande potencial de crescimento e de sucesso. No entanto, as nossas taxas de câmbio são difíceis de prever. Para os IB de longo prazo, mais do que as oscilações do câmbio, a preocupação maior é proteger e alavancar seu patrimônio em investimentos internacionais que oferecem perspectivas de bons retornos e menores riscos. Diante de todas as condições, investir no exterior exige cautela, para que as aplicações sejam feitas com segurança e não gerem prejuízos.

Por essa razão, antes de investir, analise bem o mercado com a ajuda de um profissional financeiro ou instituições qualificadas e focadas nas necessidades e objetivos de seus clientes, e qual momento ideal de investir no exterior. Somente dessa forma, você poderá fazer os melhores investimentos no mercado internacional e obter os resultados desejados.

 

 

 

Cláudio Sá Leitão é conselheiro pelo IBGC e sócio da Sá Leitão Auditores -  claudio@saleitao.com.br