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Temos tudo para ser um país de primeiro mundo. Basta ter garra, vontade de mudar e seriedade. Mexer nos privilégios é fundamental, pois eles normalmente são bancados pelo erário público e quem paga a conta é o trabalhador comum. O corporativismo não deixa mudar, lamentável. A burocracia brasileira também, além de encarecer, aniquila qualquer negócio e aumenta os custos para o consumidor final, às vezes para manter privilégios públicos. É um absurdo. O Estado é mastodôntico. Temos de privatizar mais e com urgência. Vender estatais que nada produzem ou só dão prejuízo.

A carga tributária é alta, complexa e desestimulante. Nos EUA o imposto caiu para as empresas de 35% para 21%. Vejam o estímulo. Aqui no Brasil, estamos entrando no topo da lista de países que mais tributam as empresas, com 34%. Ao invés de investir direto na eficiência do produto, o empreendedor gasta com ineficiência por excesso de burocracia. O sucesso das empresas está em atender bem, rápido e com eficiência. Precisamos focar nisso.

O Brasil necessita com urgência implementar uma mudança cultural nos negócios e investimentos. O foco final é o cliente, a manutenção dos empregos e o trabalho em equipe. Sozinho ninguém chega lá. Amigos e parcerias são importantes. Lembre-se: seus empregados são seus parceiros. O sucesso está nas mãos deles. A profissionalização também é fundamental. Não se disperse com assuntos menores, pois os desafios são diários e os obstáculos são horários. Temos de simplificar o Brasil. É o que temos de fazer e rápido.

Nunca se esqueça também da responsabilidade social e a sustentabilidade no dia a dia. As redes sociais ajudam muito a propagar as boas iniciativas. Procure sempre inovações. A conectividade com as ferramentas digitais é o presente e o futuro. A redução do consumo de energia tradicional, do petróleo e da água, e a geração de novas formas de energia, como a voltaica, ajudam o planeta e o custo ambiental.

O Brasil que eu quero é também o que tenha emprego para alimentar 13 milhões de desempregados e suas famílias. O desemprego por muitos anos é cruel às famílias. As crianças crescem sem expectativa e a insegurança aumenta. A nossa economia está semiparada. A crise já vem desde 2015, com miséria, queda do PIB e aumento da violência.

E a competitividade com os outros países que têm carga tributária menor e por vezes com desenvolvimento tecnológico maior que o nosso, como fica? É melhor comprar de fora do que daqui de dentro, ampliando empregos lá fora e reduzindo aqui dentro. É um absurdo.

A harmonia entre os poderes é necessária, mas parece que a política e os partidos são mais importantes. As reformas e seus conteúdos demoram, pois só se quer saber quem fez e não o que precisa ser feito para destravar o país. Precisamos diminuir os gastos públicos. Por exemplo, reduzir o número de vereadores, deputados estaduais e federais, senadores e a máquina de assessores e suas despesas para mantê-los: verba de gabinete, auxílio mudança, auxílio saúde etc. São bilhões de reais. Não errei não, são bilhões de reais.

Precisamos também destravar a economia e criar um clima de desenvolvimento. Mais produção e emprego e menos política.

Eu estou ansioso para continuar produzindo e dando centenas de empregos, como sempre fiz. Não aceito o marasmo.

 

 

Milton Bigucci é presidente da construtora Mbigucci - big@mbigucci.com.br