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Pois é, nem eu, 8 anos atrás e no auge do meu otimismo, poderia imaginar que chegaria a 400 textos sobre carreira e desenvolvimento de competências. Mas aqui estou, coincidentemente completando essa marca ao mesmo tempo em que estamos em mais uma virada de ano. Se essa época do ano, em maior ou menor grau, já nos deixa mais reflexivos, confesso que sinto um misto de sentimentos com essa coincidência. O principal deles é, sem dúvida, o de realização. Quando me propus a começar a escrever, sempre tive muita clareza do que queria – simplesmente compartilhar o que havia aprendido (e ainda iria aprender) sobre o tema para provocar reflexões e decisões que pudessem ajudar algumas pessoas a darem passos mais certeiros na carreira. Se consegui ou não, ou em que grau, não sei e acho que nunca saberei. Mas a sensação de ter feito é boa.

A pergunta que mais me fazem é “como consegui manter a disciplina durante tanto tempo”? Respondo sempre com algo que sempre digo aos meus alunos quando estamos discutindo a execução de um plano (no caso das minhas aulas, um planejamento de carreira). “50% do sucesso na implementação de um plano está na convicção. Quando queremos, damos um jeito. Quando não queremos, achamos uma desculpa para não fazer”. No fundo é nisso que acredito. E tenho certeza de que a disciplina começa na convicção. Quando decidi começar a escrever, coloquei na agenda um horário (1h) por semana para sentar e escrever. Era como se fosse um compromisso de trabalho, uma reunião. Um horário onde eu tinha um compromisso. Não marcava nada ali porque aquele tempo estava reservado. Obviamente ao longo do tempo essa dinâmica mudou, até porque não basta sentar e ligar o computador que as ideias chegam. Não é assim. Mas o fato é que aquilo era uma prioridade e assim era tratada.

Início de ano é sempre um momento de planos, objetivos e desejo de mudanças. Raras pessoas querem que o ano seguinte seja exatamente igual ao que se vai. A maioria quer alguma mudança, por menor que seja. Se alimentar melhor, fazer mais atividade física, cuidar mais da família de das amizades, aprender algo novo, administrar melhor as suas finanças, desenvolver alguma competência nova ou o que quer que seja. Mas, infelizmente, antes do carnaval, a maioria se vê tocando a vida da mesma forma e com poucas ações práticas para realizar aquilo que se prometeu na virada do ano. Para mim, repito, isso só tem uma causa – falta de convicção. Dizer e desejar coisas que, de fato, não se acredita ou não se quer. Parece louco, mas nesses 12 anos de estudos sobre o tema e 8 anos escrevendo aqui, tenho convicção de que o ser humano tem uma capacidade enorme de se auto enganar, ou seja, desejar coisas que são socialmente indicadas, mas que na verdade não se quer.

Portanto, além do meu desejo de um ótimo ano de 2019, recomendo que você se concentre naquilo que realmente quer para a novo ano. Fuja dos estereótipos e das doutrinas sociais ou profissionais. Descubra o que realmente quer e concentre-se nisso. Como já disse antes, é melhor um objetivo realizado do que dez no papel. Começar um ano com expectativas e objetivos equivocados é a caminho mais curto para a desilusão.

Por aqui, sigo na minha jornada de tirar ideias da cabeça e colocar no “papel”. Enquanto houver convicção, seguirei. Quem sabe, se ainda estiver por aqui e tiver algo a dizer, daqui a 100 semanas escrevei o “500”. Até o próximo!