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Pois bem, no último texto (parte I desta série) deixei um “dever de casa” para você. Olhar para a lista das 10 competências que, segundo o último relatório “O futuro do Trabalho – edição 2018” do Fórum Econômico Mundial, mais serão relevantes e valorizadas em 2022 e responder uma pergunta: “Que recado a lista tem para nos dar”?

Repito aqui as dez, caso você não tenha lido o primeiro artigo desta série.

1 – Pensamento analítico e inovador;

2 – Aprendizagem ativa e estratégias de aprendizagem;

3 – Criatividade, originalidade e iniciativa;

4 – Design e programação de tecnologia;

5 – Pensamento crítico e analítico;

6 – Solução de problemas complexos;

7 – Liderança e influência social;

8 – Inteligência emocional;

9 - Raciocínio, resolução de problemas e ideação;

10 – Análise e avaliação de sistemas.

Como ressaltei no primeiro texto, a lista traz novidades em relação às últimas edições, mas quando olhamos em bloco, vemos claramente que, assim como nas edições anteriores, há um predomínio de competências que valorizam um profissional “inquieto, inovador e criativo”. Este é, para mim, o grande recado.

Pense comigo, um profissional analítico e inovador (1), que está sempre em busca de novos conhecimentos (2), criativo e original (3), que tem pensamento crítico (5), busca solucionar problemas complexos (6) e que tem capacidade de gerar ideias para solução de problemas (10), é, sobretudo, alguém inquieto. Concorda? Como temperos dessa bela lista de competências (prioritariamente) comportamentais, entram a inteligência emocional (8) e a liderança influenciando pessoas (7).

Não sei para você, mas para mim o recado é muito claro. Aliás, já venho falando isso há tempos aqui neste espaço. O mundo irá premiar na próxima década, profissionais criativos e inovadores. Aliás, acho que já está fazendo isso nessa segunda metade desta década.

Antes de discutir, nos próximos artigos, cada competência específica, quero deixar mais um dever de casa para você. Reflita sobre a sua trajetória acadêmica e faça uma análise sobre quais dessas você teve a oportunidade de ter contato, seja na escola ou no trabalho, e o que fez para desenvolvê-las. Não faz sentido aqui ficar se lamentando caso você tenha tido pouco (ou nenhum contato), ok? Aliás, também como tenho batido muito aqui, as escolas, em sua maioria, ainda possuem uma Educação pautada no século passado, com grades curriculares que priorizam conhecimento técnico e pouca competência comportamental. Isso criou, ao longo de décadas, esse abismo entre a escola e o mundo do trabalho. Portanto, não importa muito agora se as suas escolas lhe prepararam ou não. O que importa é o seu nível de consciência sobre tais demandas e, principalmente, o que vai fazer daqui pra frente. Até o próximo!