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Já nos últimos 3 relatórios “O futuro do trabalho”, o Fórum Econômico Mundial vinha apontando claramente dois aspectos muito importantes em relação às competências mais em evidência para a próxima década. Até escrevi uma série completa sobre o tema com 11 artigos entre setembro e novembro de 2018. Primeiro, uma predominância de competências comportamentais. Segundo, competências ligadas à inovação.

Neste último relatório que, repito, é resultado de uma consulta mundial sobre o tema, quem aparece em primeiro lugar? Pensamento analítico e inovador. Ora, mais claro que isso impossível. O mundo, como já estou “dizendo” aqui há anos, premiará no futuro profissionais que tenham a capacidade de analisar situações desafiadoras e apontar soluções inovadoras.

Neste caso, a inovação está sendo apresentada em conjunto com a capacidade de análise, ou seja, se debruçar sobre um problema, conseguir enxergar a sua essência, dividi-lo em partes e conseguir elaborar uma rota de solução que não seja convencional, mas inovadora.

Aliás, se pararmos para pensar, as empresas que mais se destacaram nas últimas décadas e, principalmente nesta que se aproxima do fim, foram aquelas que apresentaram soluções não convencionais para problemas reais e relevantes. Uber, Airbnb, Rappi, Ifood, Nubank, entre várias outras empresas que entenderam problemas como ninguém e apresentaram ao mercado soluções altamente inovadoras. Fato que as fizeram ganhar relevância mundial. Mas se pararmos para pensar, por trás de todas essas inovações maravilhosas, existem pessoas, profissionais que apresentaram ideias e ajudaram a construir essas maravilhas. Esses profissionais, entre outras competências, personificam esta que é a competência que lidera a lista das 10 mais importantes para 2022 - Pensamento analítico e inovador.

Você quer ser um desses? Se a resposta for sim, o caminho a seguir é um só – iniciar uma trajetória que poderá lhe levar a este seleto grupo. Para isso, em primeiro lugar, você precisa se abrir para a nova economia. Frequentar ecossistemas de inovação (incubadoras, pré-aceleradoras, aceleradoras, faculdades inovadoras, eventos que tratem de inovação, etc). Além disso, você precisa desenvolver o seu repertório cultural. Ler mais romances e menos livros técnicos, conviver com a diversidade (pessoas de diferentes religiões, orientações sexuais, visões políticas, entre outras), participar de mais eventos que envolvam manifestações artísticas (música, pintura, dança, teatro) e, principalmente, aprender a criar em conjunto com outras pessoas. Nenhum dos casos acima foi obra de uma só cabeça. Pode pesquisar os bastidores dessas soluções. Sempre tem uma equipe por trás criando em conjunto.

Problemas e oportunidades não faltam e não faltarão. Se você parar agora e listar em um caderno os 10 maiores problemas que precisam ser resolvidos na sua comunidade, ou na sua escola, ou na sua cidade, país ou até mesmo no mundo, verá que o cardápio é grande. Portanto, se há oportunidades, só resta alguém “declarar guerra” a uma delas e embarcar na jornada da inovação. Que tal encarar? Até o próximo.