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E vamos para a terceira competência que mais será valorizada em 2022 - Criatividade, originalidade e iniciativa. Acompanho o relatório “Future of Jobs” (O futuro do trabalho) do Fórum Econômico Mundial há anos. Desde 2015, a competência criatividade só sobe no ranking. Ela já chegou a ocupar a décima posição, mas hoje está no pódio, merecidamente. E já digo uma coisa – é fácil entender o porquê.

Desde a Revolução Industrial, há mais de 200 anos, a humanidade vem se impulsionando através da inovação. A TV, o rádio, as vacinas, o avião, o telefone, o computador, a internet, o telefone móvel, entre outras invenções maravilhosas, nos trouxeram novas oportunidades, novas visões do mundo e novas formas de interação com outras pessoas e com o planeta. Obviamente isso teve um preço que hoje está sendo cobrado. Evoluímos muito em muitas áreas e pouco em outras. Enquanto a ciência produziu coisas maravilhosas, hoje as preocupações são outras: fome, intolerância, desigualdade social, crise migratória, escassez de recursos naturais, aquecimento global, mobilidade urbana, entre outros temas. Tanto no passado como hoje, desafios desse porte só podem ser resolvidos com uma palavra – inovação. Portanto não causa nenhuma surpresa ver essa competência entre as três mais relevantes para o futuro.

Converso muito com recrutadores e eles me contam que as empresas querem profissionais inovadores, ousados e que resolvam problemas complexos com criatividade, originalidade e iniciativa. Esta realidade traz uma provocação e uma oportunidade para você. A provocação é a seguinte: Você é um profissional que executa pura e simplesmente o que lhe é delegado ou busca sempre tentar descobrir novas formas de resolver problemas que lhe cercam? Já a oportunidade é gigantesca. Quem desenvolver essa competência, não só será muito relevante no mercado (leia-se mais disputado e com melhor remuneração) como também poderá deixar a sua marca no mundo. Isso é incrível.

Dos inúmeros recortes que já fiz no meu modelo de competências, o primeiro deles chamou-se exatamente “As competências do profissional inovador”. Como atuo em uma escola de negócios 100% dedicada à inovação, não poderia ser diferente. E, como sempre digo aos meus alunos e nas minhas palestras sobre o tema, a inovação é uma atitude e pode ser desenvolvida por qualquer um. Basta “colocar na mochila profissional” uma postura que pode ser resumida com algumas palavras: curiosidade, abertura para o novo, pensamento crítico e repertório. Com tais ingredientes, você estará preparado para enxergar o mundo e os problemas de um ângulo diferente. Conseguirá fazer conexões incomuns e produzir ideias que possam se transformar em alguma solução memorável para um problema real da sociedade. Para mim, é muito mais transpiração do que inspiração.

Pois bem, a partir deste e dos outros inúmeros estudos que mostram a demanda crescente sobre profissionais inovadores, a pergunta é uma só – Você quer ser um deles? Até o próximo!