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Após derrotar o Governo na Comissão de Constituição e Justiça, líderes da oposição e do Centrão (PP, PSD, PRB, PR e Solidariedade) estão certos de que conseguirão alterar um dos pontos mais polêmicos da reforma da Previdência: a desconstitucionalização das questões previdenciárias.

O texto da proposta enviado pelo presidente Jair Bolsonaro ao Congresso autoriza futuras mudanças nas regras de aposentadoria por meio de projetos de lei que têm tramitação mais célere e exigem menos votos que uma PEC para serem aprovados.

O relator na CCJ, deputado Marcelo Freitas (PSL), e o secretário da Previdência, Rogério Marinho, definem os pontos que poderão ser modificados para a reforma passar na CCJ, mas descartam ceder sobre a deconstitucionalização.  

Zona de conflito

Em meio à tentativa de consolidar a base na Câmara, o Governo tenta estancar o racha na bancada do PSL – partido do presidente Jair Bolsonaro – catalisado pelas recentes derrotas na Comissão de Constituição e Justiça.

Na linha da frente da zona de conflito estão os dois líderes, Major Vitor Hugo (Governo) e Delegado Waldir (bancada).

Em público, ambos conotam sintonia, mas nos bastidores verbalizam divergências. Os deputados, de Goiás, já se estranharam quando chegou ao Congresso o polêmico texto que prevê a reestruturação das carreiras das Forças Armadas.

No Planalto, Waldir é visto como líder “arredio”, enquanto Victor Hugo é taxado de “fiel”.