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A Polícia Federal escalou seus melhores peritos de tecnologia e delegados e já está atrás de quem violou os dados do celular do procurador Deltan Dallagnol ou do ministro da Justiça, Sérgio Moro. Há suspeita de hacker, arapongagem profissional ou pessoa próxima que teve acesso e quis lucrar com as informações. Tudo é levado em conta.

Até uma possível conexão com a escuta ambiental instalada debaixo da mesa do então ministro Joaquim Barbosa, do STF, descoberta desativada pelo sucessor no gabinete, ministro Luís Roberto Barroso, conforme a Coluna revelou em 2015. Barbosa, como se sabe, foi relator da AP 470, o Mensalão do PT, e incomodou muitos poderosos.

Os peritos da PF são elogiados pelo FBI e Interpol, e fazem intercâmbios constantes – para ensinar também. As próximas semanas serão dignas de script de filme de ação.

A empresa que criou o Telegram alega que o aplicativo é inviolável, mas indicou que terceiros podem ter tido acesso aos celulares. Cresce a teoria de que um deles vacilou.

O Palácio se mobiliza para apresentar uma emenda ao Código Penal que endureça penas contra crimes de invasão de aplicativos de celular e divulgação. A lei está defasada.