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A possível recondução da procuradora-geral da República, Raquel Dodge, é vista com críticas por auxiliares próximos do presidente Bolsonaro. Isso porque, nos últimos meses, o Ministério Público Federal, comandado pela procuradora, se posicionou contra decretos e temas considerados “relevantes” para o Planalto.

Recentemente, Dodge elogiou decisões tomadas pelo STF sobre a criminalização da homofobia e a suspensão parcial de um decreto de Bolsonaro que extinguia todos os colegiados ligados à administração pública federal, como os conselhos e comitês em que há participação da sociedade civil. O que não foi bem recebido pelo presidente.

Em maio, a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão, órgão do MPF, também elaborou nota técnica na qual apontou como inconstitucional o decreto sobre armas - revogado anteontem por Bolsonaro.