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A mudança no crédito imobiliário, anunciada anteontem (20) pela Caixa Econômica Federal, animou o mercado, que agora passou a enxergar uma possibilidade mais concreta de contabilizar um crescimento das vendas.

A Caixa lançou uma linha de crédito corrigida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O objetivo do governo é que a nova modalidade de financiamento reduza os juros da compra de imóveis. Os novos contratos poderão ter prazo de até 360 meses e o valor máximo a ser financiado é de 80%.

Para o especialista em mercado imobiliário e CEO da Beiramar Imóveis, Pedro Fernandes, por exemplo, a mudança é positiva. “Devido à mudança, nós acreditamos que vai ocorrer uma aceleração na retomada do crescimento do mercado imobiliário e da construção civil no Brasil e a consequência disso será a geração de empregos no país”, explicou Pedro.

Ele ainda ressalta que a modalidade é uma nova opção para o cliente. Caso ele queira, ainda é possível optar pela modalidade antiga da Taxa Referencial (TR), que é a utilizada hoje em dia. “A nova modalidade faz com que a taxa de juros caia e isso impacta no preço da parcela. A parcela pode ter queda de 30% a 51% e isso gera um grande impacto porque pessoas de renda menor podem comprar e adquirir a casa própria”.

Sem dúvida, a nova modalidade de crédito da Caixa deve causar alguma reação no mercado imobiliário, que nos últimos anos segue a estagnação da economia brasileira. E, certamente, qualquer alta acabará sendo expressiva, dada a base baixa de comparação e a necessidade de retomada nos mais variados segmentos da atividade econômica, especialmente o da construção civil, um dos maiores geradores de empregos no País.

Mas, infelizmente, este é só um pedaço da história. As famílias brasileiras, em boa parte, estão endividadas ou com renda reduzida, em decorrência do desemprego que atinge aproximadamente 12 milhões de brasileiros, do achatamento dos salários e da redução da jornada de trabalho.

Emprego, renda e investimentos estão na base do motor da economia.