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Uma nova tecnologia de Realidade Virtual (VR, a sigla em inglês) chegou neste semestre em Brasília e já começou a revolucionar a forma com que os brasilienses constroem suas casas, mudam a paisagem urbana, reformam as próprias empresas e programam grandes festas.

.A novidade foi trazida pela Arqtect, empresa que veio diretamente de Denver, nos Estados Unidos. Trata-se da Realidade Virtual Imersiva, que é muito mais real do que tudo o que se conhece por aí.

Vinte clientes já desfrutaram da experiência de navegar nessas obras, sem que elas tenham ainda saído do papel. É uma tecnologia voltada ao mercado de arquitetura, design e paisagismo.

Até o governador do Distrito Federal, Rodrigo Rollemberg, foi apresentado à nova tecnologia para conhecer como seria o Funn Festival, um evento realizado neste ano no Parque da Cidade. O premiado escritório de arquitetura Bloco Arquitetos, de Brasília, já conheceu também a inovação. Outro cliente foi o Colégio Marista Dom SIlvério, em Belo Horizonte, onde a Arqtect fez apresentação para pais e alunos sobre o novo projeto do estabelecimento. 

Se os games foram os primeiros a adotar essa tecnologia, a realidade virtual passa a ser incorporada por empresas dos mais diferenciados ramos, como marketing, saúde, educação.

Interação

A nova tecnologia vai muito mais além de quem imagina conhecer a  VR por usar os óculos da Samsung, ou por navegar no Google Maps. 

Com um espaço especialmente desenhado para acolher o arquiteto e seu cliente, a Arqtect  envolve cada um em um mundo virtual no qual, à medida que a pessoa se move, a visão de mundo virtual muda.

Quando os controles de VR são movidos, a imagem virtual interage com objetos, sobe escada, conhece a piscina, escala telhados, enfim, passeia por diferentes ambientes como um visitante invisível que quer ter a chance de conhecer os detalhes visuais da futura obra.

Segundo o arquiteto Diego Aquino, CEO da Arqtect, a Realidade Virtual Imersiva é  diferente da VR porque, com ela, o usuário tem o controle de onde está e para onde vai com seu avatar, ao contrário da realidade virtual do Google Maps, por exemplo. “Quem vai para os lugares é o usuário, que está no comando, e não quem fez o projeto do software”, explica o executivo.

Produtos inéditos

Segundo Aquino, as razões para trazer a Brasília essa tecnologia e esse serviço inéditos são duas: foi aqui onde nasceu e cresceu, até se formar em arquitetura nos Estados Unidos.  E pesquisa realizada apontou que o brasiliense gosta de morar bem, aprecia designs arrojados para suas empresas e é aberto à experimentação de tudo o que é inovador.

“Com a realidade virtual imersiva, a pessoa entra na imagem e pode interferir no ambiente”, acrescenta o empresário. Ele assinala que as pessoas, após conhecer a tecnologia, percebem que não conheciam, de fato, o que é realidade virtual. “Faltava a Realidade Virtual Imersiva”, brinca. E completa: “ Depois que lidam com os meus sistemas e viajam nas imagens dos projetos de seus arquitetos é que percebem o que a tecnologia pode fazer por elas”, afirma o executivo.

O espaço desenhado pela Arqtect permite também que os profissionais sintam-se sem seus próprios ambientes de trabalho, com sala e horários reservados, para detalhar o projeto  com seus clientes após a viagem imersiva. “É quase um espaço para co-working, que ficará disponível para aqueles que se associarem à Arqtect”, conclui o executivo.

Mais informações podem ser encontradas em:

@arqtect_vr no instagram
www.arqtect.com.br

O que é Realidade Virtual  

Realidade Virtual (VR) é uma plataforma tecnológica de computador usada para criar um ambiente artificial que parece ser um ambiente real. A realidade virtual significa quase-realidade que gera imagens realistas, sons e outros componentes que estimulam a presença do usuário no ambiente virtual.

De forma mais simples, a realidade virtual é uma imagem 3D que explora interativamente em um computador,  e a imagem pode ser manipulada com a ajuda de teclas para dar direções ou ampliar ou reduzir.

Para que a RV ofereça uma experiência imersiva com jogos e aplicativos graficamente ricos, é necessária uma quantidade considerável de poder da GPU (a sigla em inglês de Graphics Processing Unit, o processador da placa de vídeo).

Além de renderizar com alta taxa de quadros e resolução, a GPU também precisa manter baixa latência entre o movimento da cabeça e as atualizações de exibição. Isso é importante para que, quando você move sua cabeça, seus sentidos fiquem em sincronia com o que seus olhos veem no visor.

Se a tela se atualiza muito lentamente, o usuário pode sentir desconforto. A pesquisa mostrou que a latência de movimento para fótons não deve ser superior a 20 milissegundos para garantir que a experiência seja confortável para os usuários. Uma consequência da renderização rápida é que o pipeline da GPU se torna ainda mais crítico.

A entrada deve primeiro ser processada, e um novo quadro enviado a partir da CPU. Então, a imagem deve ser renderizada pela GPU e, finalmente, digitalizada para o monitor. Cada uma dessas etapas adiciona latência, e o desafio é reduzir cada vez mais essa latência. Várias empresas de tecnologia investem nessa nova plataforma.