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Só 50% da corrupção é julgada



Termina amanhã o prazo dado pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para os tribunais do País, exceto o Supremo Tribunal Federal (STF), cumprirem a Meta 18 de julgar até o final de 2013 todos os quase 115 mil processos em andamento por crimes contra a administração pública, especialmente corrupção, ou improbidade administrativa.



Em vez disso, apenas 55,9% das ações tiveram sentença dentro do prazo, segundo levantamento do próprio CNJ. O levantamento engloba todos os tribunais do país, inclusive a Justiça Militar. A exceção é o Supremo Tribunal Federal (STF) e do Supremo Tribunal Militar (STM), por não estar submetido às ordens do CNJ.



O CNJ vai investigar a fundo os tribunais estaduais menos atuantes: o do Piauí julgou apenas 71 dos 852 processos de corrupção; o da Bahia 11,4%. 



PSol abraça a causa da campanha “Não vai ter Copa”



Depois de haver deliberado incluir como pauta preferencial na campanha eleitoral deste ano a reivindicação das ruas pela tarifa zero, o PSol deverá incorporar à campanha presidencial do senador Randolfe Rodrigues (AP) o movimento do “Não vai ter Copa”.



Abaixo a urgência



Logo na reabertura do ano legislativo, o presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), vai tentar, junto ao governo federal, a retirada da urgência constitucional dos projetos que tratam dos royalties da mineração, do marco civil da internet e da mudança do FGTS. Em 2013, os apelos do líder parlamentares não foram ouvidos pelo Planalto.



Investimento menor em 2014



De acordo com pesquisa da Confederação Nacional da Indústria (CNI), divulgada ontem, o percentual das empresas do setor que pretendem investir caiu de 83% em 2013 para 78,1% neste ano, o menor percentual da série histórica iniciada em 2010.



“As expectativas não são tão favoráveis. Estão abaixo do que foram em 2010, ano de maior investimento”, disse o gerente-executivo da Unidade de Política Econômica da CNI, Flávio Castelo Branco.



De acordo com a CNI, esse retração na intenção de investir ocorre provavelmente porque 82,9% das empresas consideram a capacidade produtiva atual adequada ou mais que adequada para atender à demanda.



Fator Previdenciário na agenda dos presidenciáveis



A agenda dos presidenciáveis deve abordar um dos temas mais polêmicos que é alvo de projeto para extinção Trata-se do destino a ser dado pelo próximo presidente da República ao chamado Fator Previdenciário. O projeto do Senado (PL 3299/08) busca acabar com o fator e a volta da antiga média dos 36 últimos salários-de-contribuição para a obtenção do benefício inicial.



O fator é obtido por uma fórmula matemática e foi criado para inibir a aposentadoria das pessoas muito novas, que ainda vão ter muito tempo de vida. A sua extinção é bem vista até por representantes da classe patronal, como explica o deputado Laércio Oliveira, do Solidariedade de Sergipe e um dos vice-presidentes da Confederação Nacional do Comércio.



"Acabar com o fator previdenciário significa distribuir renda", argumenta o parlamentar. "Porque, na verdade, na forma que existe atualmente, ele penaliza especialmente aquela faixa econômica de quem começa a trabalhar mais cedo."