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Está confirmado para o próximo dia 17 o lançamento nacional do movimento  “Empregue+1”. Será às 10h no salão nobre da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), com a participação do presidente da entidade, Paulo Skaf.

Com o slogan “Empresários Unidos Contra o Desemprego”, a iniciativa inédita pretende ser o maior programa de geração de empregos já criado neste país. Destina-se a estimular a geração de pelo menos uma nova vaga adicional de emprego no mês de janeiro, além das vagas que já estavam naturalmente previstas.

Com isso, o movimento pretende bater recorde na geração de emprego no País durante o primeiro mês de 2019, um período que tradicionalmente registra baixa contratação de novos empregados, depois das festas de final de ano.

Só vão valer os contratos que devem ser mantidos por menos 90 dias, que é o período de experiência de mão de obra previsto pela legislação.

"Onda patriótica"

A ideia dessa campanha partiu do empresário baiano, o Carlos Barduke, e começou a ser disseminada em todos os estados com a ajuda do Movimento Brasil 200 como uma "onda patriótica", segundo os organizadores do evento.

O Movimento Brasil 200 foi criado neste ano pelo dono das Lojas Riachuelo, o empresário Flávio Rocha, ex-pré-candidato às eleições presidenciais deste ano.

No dia 25 de outubro, diretores da campanha visitartam o presidente eleito Jair Bolsonaro, em companhia do senador Magno Malta (PR-ES), para apresentar a iniciativa, sem cobrar medidas ou recursos do governo.

“Queremos fazer de Janeiro de 2019 o mês com a maior geração de empregos da história do Brasil, e tudo isto feito pelas mãos dos empresários”, afirma o empresário Gabriel Kanner Coordenador Nacional do Movimento Brasil 200.

Como as vagas ao local são limitadas, os organizadores a confirmação de presença pelo e-mail: contato@brasil200.com.br, Facebook: https://www.facebook.com/Brasil200Mov/,  Instagram: @movimentobrasil200 Twitter: @MovBrasil_200.

Em busca de votos

O presidente eleito, Jair Bolsonaro, intensificará nesta semana as conversas com os partidos no Congresso em busca de votos para aprovar as propostas de reformas estruturantes, a exemplo das reforma tributária e da Previdência. O deputado e capitão reformado recebe as bancadas de quatro siglas: MDB, PSDB, PR e PRB.

Até agora, Bolsonaro havia priorizado as reuniões com bancadas temáticas, como a religiosa e a ruralista. Ele também tratava individualmente com alguns deputados.

O deputado federal Eduardo Bolsonaro (PSL-SP), filho do presidente eleito Jair Bolsonaro, admitiu na manhã desta segunda-feira, 3, em entrevista ao programa de A Hora da Verdade, da Radio Red, da Colômbia, que se o Congresso não aprovar as reformas econômicas propostas pelo próximo governo, “ao menos vamos ter tentado”.

“A esquerda vai tentar parar a todo o momento as reformas, o crescimento econômico. Se o Congresso não aprovar as reformas, ao menos vamos ter tentado. Temos de colocar as reformas adiante e comunicar os eleitores para que eles pressionem seus deputados para que eles as aprovem”, disse Eduardo Bolsonaro ao entrevistador Fernando Londoño, ex-ministro do Interior e da Justiça do presidente Álvaro Uribe.

Sobre a relação com o Congresso, o deputado federal afirmou que o pai dele não tem compromissos com políticos tradicionais. “Ele (presidente eleito) vai armar sua equipe de trabalho e não tem que conceder cargos a ninguém”, garantiu.

Bancadas

De acordo com a agente do presidente eleito, ele desembarca em Brasília nesta terça-feira, dia 4, quando mantém encontros com  com congressistas do MDB e do PRB. No dia seguinte, ele irá receber as bancadas do PSDB e do PR.

Todas as reuniões serão realizadas no CCBB (Centro Cultural Banco do Brasil), sede do governo de transição, e terão a presença do futuro ministro da Casa Civil, o deputado Onyx Lorenzoni (DEM-RS).

Com exceção do MDB, os outros três partidos (PSDB, PR e PRB) formaram já no primeiro turno das eleições presidenciais uma aliança para apoiar o candidato tucano Geraldo Alckmin (PSDB). O MDB lançou o ex-ministro Henrique Meirelles, mas muitos parlamentares do partido apoiaram Bolsonaro.

Peso parlamentar

As quatro legendas somam atualmente 163 cadeiras na Câmara: MDB (52 deputados), PSDB (49), PR (41) e PRB (21).

Para 2019, o número deve ser menor: elegeram 126 nomes. Mesmo assim, comporão uma força significativa. PR e PRB já aproximaram-se de Bolsonaro. O MDB afirmou que terá um posicionamento independente, mas tende a votar por projetos defendidos pelo novo governo. O PSDB é o que apresenta maior divergência interna sobre compor oficialmente uma aliança formal com o militar.

Bolsonaro também deve ser reunir com a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, na terça-feira e com diplomatas no dia seguinte. Nesta semana, o presidente eleito deve finalizar os anúncios sobre seus ministros. Já nomeou 20 integrantes da Esplanada. Faltam Meio Ambiente e a pasta que terá as atribuições de Direitos Humanos. Bolsonaro retorna ao Rio na quinta-feira.