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Embora as comemorações do Dia do Meio Ambiente, em 5 de junho, ainda sejam quase modestas e restritas às escolas e organizações da sociedade civil e empresariais que se preocupam com a questão ambiental, a relevância do tema se impõe pela realidade. E da pior forma possível.

Além dos eventos climáticos que vêm causando enormes prejuízos e matando milhares de pessoas mundo afora, o impacto econômico da destruição ambiental deve somar US$ 1 trilhão nos próximos cinco anos, por causa das mudanças climáticas, para cerca de 200 empresas. O cálculo está em estudo realizado pela Organização Não Governamental CDP, divulgado em Berlim (Alemanha).

A entidade sugere que muitas empresas ainda subestimam os perigos relacionados ao fenômeno, enquanto os cientistas alertam que o clima da terra se encaminha para limites catastróficos caso não haja reduções nas emissões de carbono na atmosfera. “A maioria das empresas ainda tem muito a caminhar em termos de avaliar adequadamente os riscos relacionados ao clima”, afirmou Nicolette Bartlett, diretora para Mudanças Climáticas da CDP e autora do relatório.

Ambientalistas e defensores de medidas mais eficazes, por parte dos governos, para avançar nos investimentos na indústria para reduzir as emissões de gases de efeito estufa, a tempo de cumprir as metas climáticas, querem forçar as empresas a enfrentar os riscos às suas operações, enfatiza a CDP.

A entidade analisou dados de 215 das maiores indústrias do mundo, como Apple, Microsoft, Nestlé, Unilever, China Mobile, Infosys, UBS, Sony e BHP. Essas empresas já teriam tido prejuízos de US$ 970 bilhões em custos adicionais devido a fatores como o aumento das temperaturas, clima caótico e o preço colocado sobre as emissões de gases causadores do efeito estufa.

Ainda de acordo com a entidade, cerca de 50% desses custos projetados são considerados prováveis ou praticamente certos. E as companhias poderiam obter amplas vantagens com um mundo descarbonizado a tempo de evitar os cenários climáticos mais tenebrosos.