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“Estamos aqui para coordenar nossas ações, para trabalhar de mãos dadas para proteger nossa Amazônia”, disse o presidente colombiano, Iván Duque, em seu discurso de abertura, na sexta-feira (6), em Letícia, na Colômbia, da cúpula dos países da região amazônica, realizada para discutir sobre possíveis medidas regionais para proteger a floresta.

Em meio a incêndios recentes que queimaram milhares de quilômetros quadrados da maior floresta tropical do mundo, os presidentes da Colômbia, Bolívia, Equador e Peru, o vice-presidente do Suriname e o ministro dos Recursos Naturais da Guiana participaram dos debates na reunião de um dia na cidade fronteiriça. O presidente Jair Bolsonaro participaria por teleconferência.

Cerca de 60% da floresta está no Brasil. A Amazônia é também lar de cerca de 1 milhão de membros de 500 grupos indígenas.

Ao final da cúpula, os líderes da região reafirmaram “um pacto de conservação, para a proteção desta riqueza”, segundo a agência Reuters.

Na pauta, o debate sobre a implantação de um sistema de satélites concebido para alertar seus membros sobre incêndios, como coordenar uma reação conjunta a incêndios futuros e mais financiamento tanto dos países participantes quanto da comunidade internacional.

Apesar da sucessão de fatos que repercutiram lá fora de forma negativa sobre a atitude do governo brasileiro em relação ao avanço das queimadas – Bolsonaro levantou suspeitas contra ONGs de atear os fogos, se envolveu em uma guerra de palavras com o presidente francês, Emmanuel Macron, que pediu que se faça mais para combater os incêndios –, um sinal de boa vontade aparece no fim do túnel rumo a algum grau de união dos países da região amazônica. Essa atitude também foi tomada na semana passada por parte dos governadores do Estados, que cobraram do governo federal um programa para combater futuras queimadas.

Espera-se que essa mobilização nacional e internacional faça o presidente brasileiro voltar atrás e aceitar a oferta de US$ 20 milhões de ajuda dos países ricos. Entre outras ações.