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A disrupção, ou descontinuidade do “mundo analógico”, vem transformando profundamente a forma de produzir, distribuir e consumir produtos e serviços. E a educação não ficará de fora, especialmente porque as escolas preparam os cidadãos e os profissionais do futuro – nem tão distante –, que vão conviver com um universo muito diferente do que predominou até pouco tempo, e até mesmo do atual, inclusive no trabalho.

Entretanto, o setor educacional ainda insiste em utilizar métodos antigos e que acrescentam pouco no novo contexto do avanço das inovações tecnológicas. As diversas ferramentas tecnológicas ampliaram as possibilidades de aprendizado e estão em sintonia com a rotina das gerações mais jovens, acostumadas a ter esses recursos à disposição em grande parte de suas vidas.

A adoção de soluções tecnológicas nas salas é uma demanda dos próprios alunos, concluiu a pesquisa Nossa Escola em (Re)Construção, da Porvir. Praticamente a metade dos estudantes brasileiros (51%) acredita que não pode faltar tecnologia em todos os espaços da escola, ainda de acordo com o levantamento.

Um dos efeitos dessa demanda crescente é o estímulo ao surgimento das edtechs, startups especializadas em combinar tecnologia com educação, que em 2017 já movimentavam US$ 9,52 bilhões em todo o mundo, segundo relatório da consultoria Metaari. Neste setor, está ocorrendo o que já acontece nas demais áreas, onde as principais responsáveis pelo desenvolvimento de serviços inovadores, como o mercado financeiro e os aplicativos de transporte, medicina e entretenimento, são as startups.

O novo mundo da educação só está começando, com possibilidades diversas, com os recursos da realidade virtual, da Inteligência Artifical e o Big Data, que vão definindo um modo diferente do atual de consumir, produzir e, consequentemente, de aprender.

Tudo indica que chegou a hora dos governos, das empresas privadas de educação, os órgãos reguladores, enfim, do universo da educação, pensar na adaptação de currículos, de recursos em sala de aula, de conteúdos.