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As exportações do agronegócio foram muito bem no ano passado. Continuam em patamares recordes e alcançaram US$ 100 bilhões, com alta de 4% em relação a 2017. As vendas externas do setor já representam quase metade das exportações totais, que ano passado foram de US$ 239,9 bilhões, crescimento de 10,2% ante 2017.

Além da produção e da produtividade nos principais produtos agrícolas exportados pelo setor no Brasil, a recuperação dos preços em dólares também ajudou, resultando em aumento de faturamento em comparação aos valores praticados no ano anterior.

Outro fator positivo para as exportações do agronegócio brasileiro foi a desvalorização do real, de quase 10%, elevando a atratividade das vendas dos produtos brasileiros no mercado mundial.

A soja em grão foi o grande carro-chefe dessas vendas, com a China em destaque nas compras do Brasil, concentrando quase 80% das oleaginosas brasileiras comercializadas no exterior no ano passado. Como principal parceiro comercial do Brasil, o país asiático consome nada menos que 34% de tudo o que o nosso agronegócio exporta.

O Brasil continua bem nas vendas externas de café, leite – já somos o quinto maior produtor mundial, com 7% do total – e milho.

Apesar da queda de produtividade e ganhos previstos para os produtores de soja na atual safra, em decorrência da falta de chuva, o País deve continuar bem posicionado nas exportações desses grãos. Mas o cenário global não se mostra tão favorável em 2019 quanto esteve em 2018 e 2017.

A recessão nos Estados Unidos, embora prevista para não durar muito, é um fator de preocupação, bem como o menor crescimento da Europa – com a indefinição sobre a concretização ou não do Brexit – podem puxar para baixo as importações de alimentos produzidos no Brasil, por parte desses mercados.

Há também a perspectiva de que a trégua na guerra comercial entre os EUA e a China favoreçam o comércio entre as duas maiores nações brasileiras, em prejuízo do Brasil como parceiro da China.