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Quem já não vivenciou a situação de se deparar, nas redes sociais, com o perfil de um amigo, familiar ou conhecido já falecido? Com a ampliação dos usuários de Facebook, Linkedin, Instagram, Twitter, entre outras redes, é até natural que isso acabe ficando mais comum.

Pesquisadores da Universidade de Oxford, no Reino Unido, acreditam que em 50 anos, o Facebook terá mais usuários mortos do que vivos. O estudo foi feito com base na imensa rede de usuários do Facebook para fazer responder um dos principais questionamentos da última década: quando morremos, o que acontece com as nossas redes sociais e registros virtuais?, de acordo com a revista Exame.

A resposta não é simples. Os pesquisadores Carl Öhman e David Watson, do Instituto de Internet de Oxford, afirmam que, até o momento, poucos estudos olharam para os aspectos macroscópicos e quantitativos da morte virtual.

Os dados mostram a relevância dessa questão. Atualmente, somente o Facebook tem cerca de 2,3 bilhões de usuários mensalmente ativos. A contagem de usuários geral, no entanto, é muito maior do que esse número – porque milhões desses usuários estão mortos, ainda segundo a revista Exame.

“Nunca antes na história, um arquivo tão vasto de comportamento e cultura humana foi reunido em um só lugar”, afirma o estudo da Oxford, para quem, “se formos capazes de controlar esse arquivo de informações virtuais, seremos capazes de controlar a história”.

Já existem estimativas indicando que a Internet tenha cerca de 30 milhões de usuários que faleceram nos primeiros oito anos da rede. Os pesquisadores Öhman e Watson querem entender melhor o que acontece com esse universo de dados na web. Para realizar a pesquisa, eles determinaram dois cenários: o que aconteceria se, a partir de 2019, nenhum usuário se cadastrasse no Facebook mais; e onde o número de usuários no site continua a crescer 13% por ano, globalmente.

O que os pesquisadores tem certeza, por enquanto, é que os restos digitais, eventualmente, afetarão a todos os usuários.