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Na próxima semana, quando chefes de Estado de várias partes do mundo estarão em Nova Iorque para participar do Fórum Político de Alto Nível na cúpula da Organização das Nações Unidas (ONU), o atual modelo de desenvolvimento global estará no foco dos debates.

Um relatório divulgado pela ONU no último dia 11 afirma que o progresso rumo aos objetivos globais está em perigo e que as estratégias atualmente adotadas devem ser mudadas.

Elaborado por um grupo independente de 15 cientistas indicado pela própria ONU, o documento “O futuro é agora: ciência para alcançar o desenvolvimento sustentável” apontou para a necessidade de compreender a relação entre os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e os “sistemas concretos que hoje definem a sociedade” a fim de elaborar um plano com o objetivo de reduzir a instabilidade global.

A necessidade de o setor empresarial incorporar processos e/ou hábitos sustentáveis tem sido consenso em encontros em que se discute o impacto dos negócios no meio ambiente. Há poucos dias, o Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento Sustentável (CEBDS) reuniu na capital paulista cerca de 180 profissionais para debater o que deve ser feito de olho em um futuro não tão distante.

Entre vários temas debatidos, os participantes destacaram que o Brasil não pode desperdiçar oportunidades e que as tecnologias disponíveis no mercado devem ser usadas como aliadas dos negócios. Ao abordar os impactos financeiros das mudanças climáticas, os participantes destacaram que o Brasil reúne todas as condições para adotar políticas mais “verdes” nas companhias, mas precisa aprender a atuar neste novo modelo de negócio.

Considerado um dos principais fornecedores de finanças verdes do mundo, o Santander parece estar no caminho certo. Em nota à imprensa, o banco informou que foi reconhecido como o mais sustentável do mundo pelo Dow Jones Sustainability Index (DJSI) de 2019. O índice é referência internacional em sustentabilidade corporativa e escolheu o banco após uma avaliação do impacto econômico, ambiental e social de suas atividades.