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Não faltam motivos para o Brasil ter uma imagem cada vez pior lá fora. Na verdade, nunca fomos muito respeitados, a não ser em alguns momentos de exceção. Pelé, mulatas, samba, bossa nova, cupuaçu e Carnaval estão no cardápio que identifica os brasileiros perante os estrangeiros. Pelo lado bom. Já pelo ruim, a lista é bem maior, incluindo a violência, turismo de prostituição, tráfico de drogas, miséria, desigualdade social, corrupção, ambiente de negócios confuso, etc.

Já fomos chamados por um chefe de Estado francês de país que não é sério, mas ser confundido, nos dias atuais, com a Argentina... Foi o que aconteceu ontem, com o Departamento de Comércio dos Estados Unidos, que cometeu gafe ao confundir Brasil com Argentina, apesar de todo o discurso de aproximação do governo norte-americano. O presidente Jair Bolsonaro (PSL) assumiu que o presidente norte-americano, Donald Trump, é seu ídolo e, este anunciou ter designado o Brasil como um aliado preferencial dos EUA fora da Otan (Organização do Tratado do Atlântico Norte).

Com a designação de aliado preferencial, o Brasil entra em uma lista de países com acesso especial a políticas de cooperação, transferência de tecnologia e recursos na área de defesa com os EUA, o que foi comemorado por Bolsonaro.

Tudo isso, porém, não evitou a gafe. A confusão aconteceu no site do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, segundo o Estadão Conteúdo. Ao publicar a íntegra do discurso feito pelo secretário de Comércio, Wilbur Ross, em um evento em Brasília, o site informa que sua fala se passa na Argentina. “Comentários do secretário de Comércio dos EUA, Wilbur L. Ross, no café da manhã sobre infraestrutura em Buenos Aires, Argentina”, afirma o site.

Ross disse ainda que os EUA querem ser o “parceiro preferencial” para a região, citou negociações em curso para padronização técnicas e regras aduaneiras “Estamos tratando de facilitação de comércio para apressar a movimentação e liberação de bens”, acrescentou. Mas será de produtos brasileiros ou argentinos? O jeito é aguardar para ver.