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Depois de muitas conversas e negociações entre partidos e seus caciques, no último fim de semana as legendas concluíram as alianças, formalizadas nas convenções partidárias e apresentaram as 13 candidaturas que vão disputar os votos do eleitorado em uma das corridas presidenciais mais imprevisíveis da história do País.

Ainda existem possibilidades de alterações. Até o prazo final de registro das chapas, em 15 deste mês, e, para casos específicos e justificáveis, em 17 de setembro ainda haverá chance para modificação de nomes para a Presidência e Vice-Presidência da República. Data essa que deve ser o limite para o PT definir sua chapa que realmente irá às urnas, com o ex-prefeito de São Paulo Fernando Haddad e a deputada federal Manuela D’Ávila (PCdoB-RS), em substituição à dupla anunciada ontem, na convenção petista – Luiz Inácio Lula da Silva (que deverá ser impedido de concorrer) e Haddad.

Nesta quinta-feira (9), o clima de campanha começa a esquentar com a realização do primeiro debate entre os presidenciáveis, na TV Bandeirantes. Até agora, os candidatos que reivindicam a cadeira mais cobiçada do Palácio do Planalto apresentaram suas ideias e propostas diante de platéias de empresários e jornalistas em programas de entrevistas. Com os debates, a expectativa é que o eleitorado comece a ter mais informações para escolher em quem votará no início de outubro.

Melhor ainda ficará a partir de 16 deste mês, com o início da campanha nas ruas, até cinco de outubro. Mas definitivo mesmo, segundo os cientistas políticos, para o resultado das eleições, será o horário de propaganda gratuita no rádio e na TV, de 31 de agosto a quatro de outubro.

Aliás, segundo os cientistas políticos, as pesquisas de intenção de voto devem ser levadas a sério a partir de oito a onze dias após o começo da propaganda no rádio e na televisão, ainda predominante na decisão do voto, por parte do eleitor, mesmo tem tempos de revolução digital.

Falta pouco para ver.