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Com fuzil na mão, grupos chavistas aliados prometem defender a posse de Nicolás Maduro em seu segundo mandato como presidente da Venezuela, agendada para amanhã (10).

Em meio ao caos econômico e social enfrentado pela maioria da população do país vizinho, sem legitimidade perante o Congresso, controlado pela oposição, Maduro, 56 anos, será oficializado no cargo para um mandato de seis anos, para o qual alega ter sido eleito em maio último, apesar do boicote promovido por seus opositores.

A eleição não foi reconhecida pelos Estados Unidos, Canadá, União Europeia e doze países latino-americanos. Mais recentemente, 14 países americanos (com exceção do México) que compõem o Grupo de Lima, apoiado pelo governo norte-americano, pediu que Maduro não tome posse. O pedido foi encarado pelo ditador como “um golpe de Estado”.

Tudo indica que a situação de degradação em que se encontra o País vai piorar. A oposição promete instalar um governo de transição. E como num lance de cinema, no último fim de semana, Christian Zerpa, juiz do Tribunal Supremo de Justiça (TSJ), fugiu com a família para os EUA. Chavista no passado, ele diz ter deixado o país para não participar da posse de Maduro. Já o presidente da Corte afirma que Zerpa deixou o país para escapar de acusações de assédio sexual.

Os Estados Unidos vêm intensificando a articulação de aliados para pressionar a queda do governo de Maduro, e ameaçando até uma intervenção. O mais novo aliado do presidente Donald Trump nessa cruzada pode ser o presidente do Brasil, Jair Bolsonaro, que chegou a “desconvidar” Maduro para a posse no último dia primeiro, em Brasília.

A União Europeia chegou a pedir novas eleições “justas e livres” e a Organização dos Estados Americanos (OEA) deve fazer uma sessão no País nesta semana para avaliar a situação. Mas, do outro lado, os chavistas também estreitam laços com aliados como Rússia, China, Irã, Turquia Coreia do Norte.

Está só começando mais um teste para a debilitada democracia no continente latino-americano.